quarta-feira, 25 de março de 2026

 

 

Eça & Outras, III.ª série, n.º 211, quarta-feira, 25 de março de 2026

A Ciência como Cultura

Embora Portugal tenha bons humoristas e a ironia faça parte da nossa matriz cultural, quando queremos embandeirar em arco na festa do sentimento aproveitamos a morte de algum escritor para uivar à lua, como foi o caso com o recente falecimento de Lobo Antunes, sim senhor cultivador de escritas de hospício psiquiátrico que trocou pela profissão de os tentar curar, ou pelo menos de lhes minorar o sofrimento. Ou de Mário Zambujal, pelo contrário jornalista de vários quotidianos e alentejano brincalhão com as precariedades da vida. Mas raramente nos contristamos quando morre um cientista, se é que dele sabemos ao menos o nome: sabem quem foi Adriano de Paiva? E Ferreira da Silva? E Manuel Valadares? Gostaria apenas de lembrar que é muitas vezes preciso ver para além do óbvio, pois a preguiça mental, social e institucional leva-nos a aceitar coisas erradas como inevitáveis, certas ou santas. Se não nos interrogarmos permanentemente nunca sairemos da “cepa torta”, que só dá bom vinho por acaso e não por planeamento. Isto a propósito de um desgraçado conceito muito enraizado entre nós, mesmo que só empiricamente referido e nunca teorizado, de que “cultura” é Literatura, Artes, Música, com algumas variantes conceptuais que acabam por ir dar ao mesmo, e que a ciência é “outra coisa”. Subjacentes a este enorme erro estão outras estranhas convicções, de que às primeiras bastam a inspiração, os “dons”, um certo “jeito para”, que o resto lá virá como que por artes mágicas e que alguns dos seus cultores tudo fazem para que assim pareça. Pelo contrário, as ciências exatas ou da natureza (e as humanas e sociais, ajuntamos nós aqui, pois também o são) obrigam a estudo permanente, a quantificações, a atualização contínua, ao debate inter pares, enfim, uma “chatice”. E estes errados preconceitos estão tão enraizados que, por exemplo, quando se explana sobre a Geração de 70 é como se dela só tivessem feito parte literatos, poetas e prosadores vários, um ou outro pintor, um músico ou outro para dar a melodia de fundo e pronto, está composto o ramalhete “cultural”. Dá a impressão que Portugal não teve então cientistas das várias ciências, e mesmo o botânico Conde de Ficalho foi passado à categoria de “escritor”. E é certo que ele para tal se pôs “a jeito”.

Desde 1991 que o então Gabinete de História e Arqueologia de Vila Nova de Gaia, fundado por professores e alunos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1982, desde 2004 Gabinete de História, Arqueologia e Património integrado como grupo de trabalho profissional na associação Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana, EUP, começou a organizar cursos livres no Solar Condes de Resende, dando a esta casa municipal de cultura aberta ao público em 1988 uma dimensão que o município carecia. Muitos foram os temas e muitos foram os professores de academias portuguesas e até estrangeiras que nele aceitaram lecionar quase por gentileza, pois nunca o mesmo foi financiado por qualquer entidade e os organizadores sempre trabalharam na sua elaboração e funcionamento em regime de voluntariado.

Para o próximo ano letivo, aqui a iniciar-se a 10 de outubro e a prosseguir à média de duas aulas mensais, em dois sábados à tarde entre as 15 e as 17 horas, irá então realizar-se no Solar Condes de Resende o 34.º curso livre (2026-2027) intitulado “A Ciência como Cultura”, inspirado num colóquio organizado em 1992 pelo Professor Doutor Mariano Gago na Fundação Calouste Gulbenkian com o superior patrocínio do então Presidente da República Portuguesa Doutor Mário Soares, desta vez organizado pela associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, EUP, com a colaboração da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e certificado pelo Ministério da Educação com créditos para os professores que o requeiram, mas naturalmente aberto a todos os interessados. Os temas serão os seguintes: 1 – Teoria e prática da Ciência; a Ciência em Portugal; 2 – Astronomia; 3 – Geologia; 4 – Climatologia; 5 – Biologia; 6 – Botânica; 7 – Entomologia; 8 – Biologia Marítima; 9 – Bioquímica; 10 – Biologia Humana; 11 – Matemática; 12 – Física; 13 – Inteligência Artificial; 14 – Ciências e cientistas no Grande Porto, podendo haver ainda um ou outro ajuste temático.

Os professores são docentes ainda em atividade, outros já jubilados, de diferentes gerações, tendo já aderido ao projeto: António José Guerner Dias; Carlos Fiolhais; Fernando Alberto Nogueira da Rocha; Inês Alves; J. A. Gonçalves Guimarães; José Luís Santos; José Manuel Grosso-Silva; Levy Guerra; Luís Borges Gouveia; Mike Weber; Nuno Oliveira e Paulo Alves.

As instituições universitárias a que estão ou estiveram ligados, são: Estação Litoral da Aguda; faculdades de Ciências; de Engenharia; e de Medicina da Universidade do Porto; Floradata; Gabinete de História, Arqueologia e Património (ASCR-CQ); institutos de Medicina Legal do Porto; Geofísico da Universidade do Porto; Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto; Observatório Astronómico Professor Doutor Manuel de Barros; Parque Biológico de Gaia; universidades de Coimbra; do Porto; e Fernando Pessoa. Com o convite a estas instituições a organização pretendeu também envolver todas as sediadas em Vila Nova e Gaia e, ao mesmo tempo, propor aos professores e à tutela das mesmas que algumas aulas sejam dadas nesses estabelecimentos onde existe o adequado equipamento para a produção quotidiana de conhecimento científico que convém ser divulgado, mormente entre as camadas mais jovens do público e dos seus professores. Lembraria aqui a anedota de que, há uns anos atrás, um diretor de um agrupamento de escolas de Gaia promoveu a construção de uma “torre” para os alunos observarem os astros com um telescópio de brincar, mas nunca ter visitado ou sequer promovido qualquer visita ao instituto localizado no município onde exercia a sua atividade profissional para ver um telescópio “a sério”, igual ao qual só existem três no mundo, um em Vila Nova de Gaia, outro em São Pertersburgo e outro em Montreal.

Ou então, de quando eu dei aulas numa formação para professores do secundário sobre o Património local, ter sido advertido por uma inscrita de que «não queria saber de coisas de História ou Património, pois era professora de Matemática e só estava ali para obter uns “créditos” para ir reformada mais cedo», e eu lhe ter respondido «que estivesse descansada, pois íamos falar da história dos matemáticos e dos cálculos matemáticos no município e da sua aplicação no restante património, como a Geometria Descritiva na Serra do Pilar ou a Estatística na evolução da Economia local».

Desejamos pois que muitos cidadãos se inscrevam neste curso, e que não receiem que lhes aconteça o mesmo que a Ramalho Ortigão: «…a irregularidade da sofreguidão, [que] ia do socialismo à astronomia, da história à química, lendo hoje um estudo sobre o Jubileu de Bonifácio VIII, amanhã um compte-rendu sobre a refinação dos açúcares. Enchia-se de noções, de factos, de pontos de vista, de ideias. (Eça de Queirós, Notas Contemporâneas).

J. A. Gonçalves Guimarães

historiador                    

 

Eça…

Cátedra Eça de Queirós no Instituto Politécnico do Porto

No passado dia 25 de fevereiro, durante a III Gala Alumni P.PORTO, integrada nas celebrações do 41.º aniversário do Politécnico do Porto, foi assinado o protocolo que formaliza a criação da primeira cátedra Eça de Queiroz em Portugal resultante de uma parceria entre o Instituto Politécnico do Porto e a Fundação Eça de Queiroz, com a missão de promover reflexão, diálogo e cooperação científica, abrangendo os domínios da formação, investigação e cultura. Pretende ainda constituir-se como um espaço privilegiado para aprofundar o estudo da obra queirosiana e estimular novas abordagens académicas e culturais sobre o autor na cultura portuguesa e internacional.

 

J. Rentes de Carvalho distinguido com Prémio Tributo de Consagração.


 

«À beira de completar 96 anos, J. Rentes de Carvalho acaba de ser distinguido com o Prémio Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2025, segundo anúncio daquela Fundação a propósito da 19.ª Edição do Prémio Literário Fundação Inês de Castro. O júri, composto por José Carlos Seabra Pereira (presidente), Isabel Pires de Lima, Isabel Lucas, Mário Cláudio e António Carlos Cortez, decidiu atribuir o Prémio Tributo de Consagração a Rentes de Carvalho como celebração da sua carreira.

De ascendência transmontana [e nascido em Vila Nova de Gaia a 15 de maio de 1930], Rentes de Carvalho foi levado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova Iorque e Paris. Em 1956 passou a viver na Holanda, onde foi professor de Literatura Portuguesa entre 1964 e 1988 na Universidade de Amesterdão. Dedica-se desde então exclusivamente à escrita e a uma vasta colaboração em jornais portugueses, brasileiros, belgas e holandeses, além de várias revistas literárias. Escreveu romances, conto, diário, crónica e guias de viagem ou ensaios. O seu livro Com os Holandeses (1972) foi um dos maiores best-sellers neerlandeses da década de 1970. A sua obra está publicada em Portugal pela Quetzal. A cerimónia oficial de entrega de prémios decorrerá no dia 28 de março, na Quinta das Lágrimas em Coimbra.» (Texto divulgado pela Quetzal a que se acrescentou o local e a data de nascimento).

Entretanto a obra deste escritor continua a suscitar alguns eventos afetivos. Assim, no dia 20 de março em Caminha, nos Jantares Literários do Restaurante Duque de Caminha, houve uma sessão de leitura de passagens do romance O Meças, acompanhadas ao piano por Alexandre Carvalho.

Por contactos que entretanto foram ocorrendo, tudo leva a crer que o escritor virá celebrar os seus 96 anos no próximo dia 15 de maio a Estevais do Mogadouro, onde um grupo de amigos e diversas instituições, nomeadamente o escultor Hélder de Carvalho, a Câmara Municipal do Mogadouro e a associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana andam combinados para lhe fazerem uma surpresa.

 

Professora Cristina Petrescu entre nós

 


Entre os dias 23 e 27 de março estará em Portugal a Prof.ª Doutora Cristina Petrescu da Universidade Babeș-Bolyai de Cluj-Napoca, Roménia, e confrade de honra da Confraria Queirosiana. No primeiro dia, no âmbito do Programa Erasmus, falou aos alunos da Licenciatura em Literatura e Estudos Interartes da FLUP sobre um conto de Júlio Cortázar, num seminário intitulado «Jazz, tempo e liberdade». Ainda nesse dia e local, participou um seminário aberto organizado pelo Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, sobre o diálogo que se estabeleceu, no século XX, entre jazz e literatura. No dia 24, no Instituto Cultural Romeno de Lisboa, juntamente com Dan Caragea, lançou a antologia bilingue de poesia galego-portuguesa que foi publicada no ano passado e para a qual contribuiu com traduções e com a redação do prefácio e das apresentações dos autores, tendo também cantado duas cantigas apresentadas no volume. Hoje, dia 25 de março, foi acolhida pelo professor Simão Valente para ministrar, no âmbito da disciplina Literatura Portuguesa no Contexto Mundial, o curso intitulado «O universo citadino em Cesário Verde e no decadentismo romeno finissecular: uma análise comparativa».





Amanhã, dia 26, proferirá um curso sobre jazz e literatura no Instituto Politécnico de Viseu, a convite do Professor Fernando Alexandre Lopes.

No dia 27, sexta-feira, será acolhida pela Professora Maria de Lurdes Sampaio na Faculdade de Letras da Universidade do Porto numa aula de História da Literatura Portuguesa para falar sobre a obra de Eça de Queirós, refletindo, principalmente, sobre o conto «Singularidades de uma rapariga loira». Nesse mesmo dia, de seu aniversário, a associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, de que é confrade de honra, promove no restaurante A Regaleira do Porto um jantar de confraternização com a ilustre académica romena que tanto tem feito pela cultura Portuguesa e Brasileira.

 

A ASCR-CQ organiza e promove…

Curso sobre Camilo Castelo Branco

 

Aproxima-se do seu fim o curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025) que decorre no Solar Condes de Resende organizado pela associação Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana: no sábado, dia 7 de março, J. A. Gonçalves Guimarães, do Gabinete de História, Arqueologia e Património, falou sobre «Camilo e a voz do povo: cançonetas populares do seu tempo», onde apresentou gravações das mesmas pelo grupo coral Eça Bem Dito; no próximo dia 28 de março, será a vez de José Manuel Tedim falar sobre «Camilo e a Arte». Entretanto a associação tem sido abordada para os seus investigadores participarem em programas de outras instituições no âmbito destas mesmas comemorações que, a seu tempo, divulgaremos.

Palestra das primeiras quintas-feiras do mês

 

Na palestra do passado dia 5 de março, o Prof. Doutor António Manuel S.P. Silva do Gabinete de História, Arqueologia e Património da ASCR-CQ falou sobre «Os Marmoirais e os ritos funerários na Idade Média», tema a que se vem dedicando desde os anos oitenta do século passado, tendo sobre o mesmo já publicado diversos estudos.

No próximo dia 2 de abril será palestrante o Dr. Sérgio Barros sobre um artista do nosso tempo tão notável quanto esquecido, o escultor ceramista gaiense Mário Ferreira da Silva.

 

A ASCR-CQ esteve em…

 

No dia 20 de fevereiro no Auditório Municipal de Gaia na abertura do XIII FESTEATRO, o Festival de Teatro Amador de Vila Nova de Gaia, a convite da FCVNG entidade responsável pela sua organização. A direção fez-se representar pelo presidente da direção e outros membros dos corpos gerentes na estreia da peça “Alistados à Força”, texto e encenação de Pedro Miguel Dias, apresentada por Os Plebeus Avintenses.

A 27 de fevereiro na Câmara Municipal de Vila Nova e Gaia, uma delegação da direção composta por J. A. Gonçalves Guimarães e Manuel Moreira reuniu-se com a vereadora Dr.ª Elisabete Silva, do pelouro do associativismo para apresentar os nossos projetos para este ano e os próximos, os principais problemas com que o crescimento da nossa associação se depara e a entrega das nossas mais recentes publicações.

No dia 12 de março, a convite da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, a direção da ASCR-CQ esteve presente na “Sessão de Cartografia Cultural Participativa - Mapeamento Cultural Metropolitano - Vila Nova de Gaia do Projeto PolObs em colaboração com a Área Metropolitana do Porto, desta feita conduzido pela Universidade do Minho. E dizemos “desta feita” porque já por várias vezes fomos convidados para colaborar com diversas entidades em levantamentos idênticos sem que se tenham visto resultados concretos, a não ser fait divers muito laterais e mesmo fora da competência profissional dos responsáveis ou dos elementos integrantes das respetivas equipas. Tendo a cultura profissionais desta área habilitados para o efeito, não se compreende nem aceita que estes levantamentos sejam entregues a profissionais doutras áreas e respetivos “bolseiros” ou “estagiários” que não produzem conhecimento nas áreas profissionais que escolheram e que era suposto exercerem. Em todo o caso a posição da associação é sempre colaborativa, salvaguardando o direito a estas matérias deverem ser sempre tratadas pelos profissionais com habilitações para o efeito e com curriculum público adequado.

Lembre-se que a ASCR-CQ, por protocolo com a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, tem em execução o projeto PACUG – Património Cultural de Gaia, dirigido por J. A. Gonçalves Guimarães e com equipas formadas por profissionais destas áreas, do qual foram já publicados os volumes 1 - Património Humano, Personalidades Gaienses; volume 2 - Património de Gaia no Mundo; volume 3 – Gaia, século XX, que foram indicados à equipa deste projeto, encontrando-se em execução todos os restantes volumes.

De entre os contributos fornecidos à equipa em referência estão os seguintes:

 

Núcleos bibliográficos e documentais da associação Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana existentes na sua sede:

 

1. Espólio do escritor José Rentes de Carvalho  (biblioteca, documentação e objetos pessoais);

2. Núcleo documental Eng. º Luís Corte-Real (Casal da Alheira, Pedroso 1587-1897);

3. Núcleo documental e bibliográfico dos Jovens do Torne Doutor Joaquim Armindo Pinto de Almeida;

4. Núcleo documental do Estaleiro do Cais da Cruz, Vila Nova de Gaia (1941-1968);

5. Núcleo documental Ireneu Paes;

6. Núcleo bibliográfico e cartográfico Arquiteto António Rocha Ferreira

7. Queirosiana do Eng.º Ricardo Charters d' Azevedo;

8. Núcleo Rocha Artes Gráficas (livros e outros impressos das suas últimas três décadas de produção);

9. Núcleo bibliográfico Dr. Raul Ferreira;

10. Núcleo documental Teófilo Braga coligido por sua aluna Júlia Cunha.

I1. Núcleo bibliográfico Manuel Inácio Alves Luís/ Acácio Edgar Alves Luís.

 

Amigos de Gaia

 

No passado dia 21 de março a direção da ASCR-CQ esteve presente nas duas assembleias gerais da Associação Cultural Amigos de Gaia, com quem tem um protocolo de colaboração, afora a circunstância de existirem muitos associados comuns a ambas. Das ordens de trabalhos, da primeira fazia parte a apresentação, discussão e votação do relatório e contas referente a 2025. E da segunda uma revisão para atualização estatutária. No entretanto, e por proposta da atual direção, foram declarados associados honorários desta associação o Prof. Doutor José Manuel Tedim, atual presidente da assembleia geral da ASCR-CQ, que habitualmente conduz as visitas de estudo daquela associação que tenham a ver com a História da Arte, e o Doutor Eng.º Salvador Almeida, até data recente presidente da sua direção, pelo empenho na reabilitação do edifício do Atelier Oliveira Ferreira em Miramar, propriedade dos Amigos de Gaia, que aguarda uma segunda fase.

 

Dia da Árvore

Ainda no dia 21 de março, a ASCR-CQ esteve presente através da Dr.ª Maria de Fátima Teixeira na celebração do Dia da Árvore no Parque da Lavandeira na freguesia de Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia. Recorde-se que, sobretudo durante a 1.ª República, esta festa anual que anuncia achegada da primavera, tinha grande expressão cívica sobretudo entre as escolas.

 

Associados…

Fundação Eça de Queiroz

Conforme comunicado difundido pela própria Fundação Eça de Queiroz, deixará em abril próximo de ser presidente do seu conselho da administração o nosso confrade Dr. Afonso Reis Cabral, que no entanto permanecerá a colaborar com a instituição no seu conselho cultural, o qual será também renovado na mesma data. Foi indigitada pela anterior direção da FEQ para presidir a este conselho a nossa confrade de honra, Eng.ª Paula Carvalhal, que já integrava o anterior em representação da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, no qual será acompanhada pelo trineto do escritor, o enólogo Mateus Nicolau de Almeida.

 

Publicações…

 


O Professor Doutor David Rodrigues acaba de publicar, no Brasil e em Portugal, o livro Juntos e Justos. Construindo a educação inclusiva, editado pela Diálogos, São Paulo, Brasil, com prefácio do Professor Doutor Sampaio da Nóvoa. «… [o autor é] uma das principais referências internacionais no campo da educação inclusiva e dos direitos humanos…inclusão não é um assunto restrito a determinados grupos, nem um conjunto de ações pontuais, nem uma tarefa delegada a especialistas. Inclusão é um valor que atravessa toda a escola, todas as relações e todas as decisões pedagógicas» (extrato do texto promocional do blogue da Diálogos Editora de março de 2006)

 


Na revista anual Caminho Novo, do Centro Recreativo de Avintes, cuja publicação se iniciou em 1952 sendo por isso a mais antiga revista cultural não profissional do município de Vila Nova de Gaia, no n.º 37, referente ao ano de 2026, J. A. Gonçalves Guimarães publicou o estudo sobre Um Rancho das Padeiras de Avintes e a Confraria dos Carolas Agrícolas do Norte criados por Waldemar Löfgren, tema que já apresentou em outros textos e comunicações, mas agora atualizado, sobre estes factos e a figura do seu criador fundamentais para a história das relações do município com a Europa do início do século XX; sobre o despertar do Turismo nacional; sobre a história do Solar Condes de Resende; sobre a institucionalização do Folclore local e nacional; sobre as confrarias laicas em Portugal durante o Estado Novo.

 

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Eça & Outras, III.ª série, n.º 211, quarta-feira, 25 de março de 2026; propriedade da associação cultural Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana (Instituição de Utilidade Pública), Solar Condes de Resende, Travessa Condes de Resende, 110, 4410-264, Canelas, Vila Nova de Gaia; C.te n.º 506285685; NIB: 0018000055365059001540; IBAN: PT50001800005536505900154; email: queirosiana@gmail.com; www. queirosiana.pt; confrariaqueirosiana.blospot.com; eca-e-outras.blogspot. com; vinhosdeeca.blogspot.com; coordenação do blogue e publicação no jornal As Artes Entre As Letras: J. A. Gonçalves Guimarães; redação: Fátima Teixeira; inserção: Amélia Cabral; colaboração: