Eça &
Outras, III.ª série, n.º 210, quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Uma
city mark para o nosso tempo
Vem de muito antes dos tempos do Grand
Tour a divulgação de imagens ou frases que poderão caber no conceito de city
marks, como o Coliseu de Roma, a Tower Bridge de Londres, as Pirâmides do
Egito. Outras são do século XIX, da época da industrialização, como a Torre
Eiffel em Paris, ou a Estátua da Liberdade em Nova YorK. Lisboa tem hesitado
entre a manuelina Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos, este dos anos
quarenta do século XX. No Porto impôs-se, desde o século XVIII, a Torre dos
Clérigos. Vila Nova de Gaia só recentemente assumiu como tal o Mosteiro da
Serra do Pilar, que já lá está, com o aspeto atual, desde o século XVII.
Ao longo dos tempos dentro do
conceito de city marks serviram-se também comparações: “Edimburgo a
Atenas do Norte”; “Monza, a Manchester italiana”; “Aveiro a Veneza de
Portugal”, mas a reversão não é utilizada; nunca ninguém chamou à cidade de
Manchester a Monza de Inglaterra, a Atenas, a Edimburgo da Grécia, ou a Veneza
a Aveiro de Itália. Ou frases feitas, como “Porto a cidade do Trabalho”; “Braga
a cidade dos cinco Pês”; “Guarda, a dos cinco Efes”; “Coimbra a cidade dos
doutores”; “com Fafe ninguém fanfe”, e por aí fora, nem sempre lisonjeiras para
as cidades em causa.
Quando não existem, ou não são
conhecidas estas imagens, frases ou ditos, há quem tente inventá-los ou criar
no público apetências para eles, mas nem sempre tal resulta, mesmo recorrendo à
Literatura: Camilo Castelo Branco escreveu: «Vila Nova de Gaia, a maior taberna
do mundo», que não vingou, não só porque o conceito de taberna não anda em dias
felizes, como o turismo regional, pouco dado ao estudo da História e seus
significados, já desde os anos sessenta do século passado que resolvera chamar
caves aos armazéns, sem perceber a diferença entre os conceitos e diversidades
geográfico-funcionais das construções assim denominadas, apoucando as de Vila
Nova de Gaia, cujas valências portuárias, não apenas vinícolas, se foram também
perdendo.
O estudo académico das city
mark nos cursos de Turismo, Relações Públicas, Relações Internacionais,
Marketing, e outros, é relativamente recente e terá a ver com o desenvolvimento
exponencial do primeiro; com a regionalização e tentativas de individualização
das comunidades mega-urbanas e urbanas, e com a aposta em economias low cost,
que têm na massificação o seu valor acrescentado. Tenho perante mim a
dissertação de licenciatura em Relações Públicas «Estratégia de Comunicação
para a Construção de uma Imagem de Marca», de 2004, e a dissertação de mestrado
em Marketing «City Marketing: Estratégia de Desenvolvimento Económico. Análise
do Place Attachement na cidade de Vila Nova de Gaia», de 2013, ambas da autoria
de Nuno Ricardo Pereira Guimarães e apresentadas ao então Instituto Superior da
Maia, hoje Universidade da Maia. O autor, que fez carreira na área das Relações
Públicas e Marketing Territorial, no primeiro caso estudou uma bem conhecida empresa
de vinhos do Porto e do Douro também pela sua excecional publicidade desde
1880, e procurou descobrir-lhe os “segredos” que, quando teorizados, serviriam
para o desenvolvimento da city mark de Vila Nova de Gaia, aspeto que
trabalhou na dissertação de mestrado e que, como profissional da área empenhado
gostaria de ter visto concretizados, ou pelo menos considerados, na sua cidade
natal pela entidade para quem trabalhava. Refira-se, a propósito, que para esta
teorização, teve ocasião de estudar in loco casos estrangeiros de
sucesso. Mas tal não aconteceu, pois o vampirismo intelectual existe, e a
visibilidade da city mark local foi em 2016 adjudicada a uma empresa
privada.
Passada que foi uma década de
utilização da atual city mark gaiense importa analisar os seus
pressupostos e determinar o grau de aceitação pelos dois públicos
destinatários: os naturais e os forasteiros. Se os primeiros a assimilaram como
coisa sua e afirmação de identidade e se os segundos a tiveram como
diferenciadora de uma cidade, que ainda por cima partilha o mesmo espaço
geográfico e elementos paisagísticos muito fortes comuns com a vizinha cidade
do Porto: o Rio Douro; as pontes; o vinho do Porto.
Os elementos diferenciadores das
duas cidades foram de há muito assumidos e seria interessante analisar isso na
própria heráldica municipal ao longo dos tempos. Já no tempo dos logótipos,
Vila Nova de Gaia passou no final do século passado da silhueta do Mosteiro da
Serra do Pilar para a do edifício dos Paços do Concelho, até que em 2016 se
fixou na palavra GAIA com cada letra pintada por uma cor primária, com a
legenda «todo um mundo» já por mim sugerida num artigo publicado na revista
municipal como «de Gaia para o Mundo» em 2006.
Como estas coisas não são
eternas, seja lá qual for o desenvolvimento que a city mark gaiense
venha a ter, terá sempre de ter em conta algumas antiquíssimas valências locais
e outras mais recentes: trata-se de uma terra de migrações e migrantes desde há
2500 anos, portanto de chegadas e partidas, de vias terrestres, estradas, e em
breve TGV; de diversificação industrial; de embarcações de turismo; do caminho
de Santiago; teve batalhas fundacionais e da liberdade (Lide de Gaia;
Aljubarrota; Cerco do Porto); vende dois produtos de qualidade, um universal, o
vinho do Porto, outro que não consegue afirmar-se, a broa de Avintes. A
valorização destes pressupostos está dificultada por algumas fragilidades
locais ou ausências continuadas: Gaia como a Southwark do Porto tem dificuldade
em ser a «rive gauche»; a falta de uma universidade e de um clube local
prestigiado não facilitam a fixação destas valências; embora tenha estúdios de
televisão desde os anos sessenta do século XX a comunicação social local não é
acutilante; a sentimento de comunidade anda as mais das vezes diluído numa
paroquialidade tacanha. Não obstante a naturalidade e presença de homens e
mulheres notáveis ao longo dos tempos, como Fernão de Magalhães, o navegador,
Adriano de Paiva, o inventor do princípio da televisão, ou José Rentes de
Carvalho, o maior escritor português vivo, as fragilidades atrás apontadas
dificultam a sua assunção e divulgação. Mas tem dois monumentos emblemáticos, o
Mosteiro da Serra do Pilar, carregado de significantes europeus, e a Capela do
Senhor da Pedra, ruralidades enviadas ou regressadas mar fora; duas
coletividades populares inconfundíveis, os Mareantes do Rio Douro, que
recentemente desfilaram com os seus bombos no dia 1 de Dezembro na Avenida da
Liberdade em Lisboa, à frente do desfile de bandas militares e outras no dia da
Independência. A festa de São Gonçalo de Gaia poderia ser um outro “Palio de
Siena” europeu. Depois o Rancho Regional de Gulpilhares, instituição que busca
identidades que se medem com exigências assumidas entre o local e o universal.
Se é certo que o século XX aqui chegou às Devesas com o comboio em 1864, desde
então a industria local teve picos de internacionalização que hoje se afirmam
na indústria automóvel e já na aeronáutica. Mas morre a emblemática fundição
artística de bronze: persistem os escultores, mas não têm quem lhe fundam as
estátuas. No que diz respeito a eventos, se alguns são de carácter abrangente,
como o “Festival Internacional de Música de Gaia” organizado pelo Conservatório
local com décadas de prestígio, ou o “Gaia Folk”, que trás agrupamentos
folclóricos estrangeiros até nós, outros têm todo lugar afirmado no panorama
nacional, como a “Bienal de Gaia”, ou no regional, como o “Gaia é Fado” ou o
“Melhor Escola”, promovidos pelo jornal O Gaiense. Alguns outros, ou foram
temporários, ou são partilhados com a Área Metropolitana, como o “Red Bull Air
Race”. E o “Cerco do Porto” (2028-2034) que expressão terá?
«Mas o que a Cidade mais
deteriora no homem é a Inteligência, porque ou lha arregimenta dentro da
banalidade ou lha empurra para a extravagância. Nesta densa e pairante canada
de Ideias e Fórmulas que constitui a atmosfera mental das Cidades, o homem que
a respira, nela envolto, só pensa todos os pensamentos já pensados, só exprime
todas as expressões já exprimidas: - ou então, para se destacar na pardacenta e
chata rotina e trepar ao frágil andaime da gloríola, inventa num gemente
esforço, inchando o crânio, uma novidade disforme que espante e que detenha a
multidão como um mostrengo numa feira.» (Eça de Queirós, A Cidade e as Serras).
Tudo isto são canteiros onde a city mark floresce, ou não.
J. A. Gonçalves Guimarães
historiador
A ASCR-CQ organiza e promove…
Curso sobre Camilo Castelo Branco
Prossegue no Solar Condes de Resende o curso livre
evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025): no
sábado, dia 7 de fevereiro, Júlio Gago, teatrólogo e antigo dirigente do Teatro
Experimental do Porto, falou sobre «Camilo e o Teatro», enquanto no sábado, dia
21 deste mesmo mês, o jornalista de Televisão, Mário Augusto, apresentou a aula
sobre «Camilo e o Cinema», tendo no final visitado a Sala Rentes e Carvalho
patente no Solar e reunido com a direção para análise dos projetos para
divulgação do espólio deste escritor de Gaia que em Maio completará 96 anos de
idade.
Entretanto prosseguem os contatos para a organização
do próximo curso intitulado «A Cultura como Ciência», tendo para tal o
presidente da direção reunido no passado dia 29 de janeiro com o Prof. Doutor
José Luís Santos, diretor do Observatório Astronómico Professor Doutor Manuel de
Barros, no Monte da Vigem em Vila Nova de Gaia. Foi entretanto enviado um
primeiro esboço do curso a todos os professores contactados para um acerto
final do mesmo, e que em breve será divulgado.
Palestra das primeiras quintas-feiras do mês
No passado dia 5 de fevereiro, como anunciado, o Dr. Alexandre Farinhote,
investigador do Gabinete de História e Arqueologia de Vila Nova de Gaia e
membro dos corpos gerentes da ASCR – Confraria Queirosiana falou sobre sobre «I
Mariani di Devesas: seda e algodão»,
uma importantíssima família de industriais gaienses do século XIX.
A ASCR-CQ esteve em…
No passado dia 27 de janeiro, o Dia Internacional do
Vinho do Porto foi mais uma vez comemorado no Museu do Vinho de São João da
Pesqueira com a presença de 80 convidados pelo Município presidido pelo Dr.
Manuel Natário Cordeiro para um jantar-tertúlia sobre este produto embaixador
de Portugal. Foi servido um impecável, criativo e ousado repasto, mais uma vez
a cargo da direção, professores e alunos de muito diversificadas origens da
Esprodouro, a Escola de Hotelaria e Turismo local, e com a colaboração de
produtores de vinhos de exceção. O Gabinete de História, Arqueologia e
Património da ASCR-Confraria Queirosiana e a Associação Portuguesa da Vinha e
do Vinho (APHVIN/GEHVID) estiveram representados neste acontecimento
emblemático da Região Duriense pelo seu presidente da direção.
No sábado dia 31 de janeiro, elementos da direção e
vários associados estiveram presentes na Biblioteca Municipal de Vila Nova de
Gaia para assistirem à palestra do Dr. João Fernandes, responsável pelo Solar
Condes de Resende e associado da ASCR – Confraria Queirosiana, sobre «Abade
Santana de Mafamude, personagem camiliano» no âmbito das comemorações dos 200
anos de Camilo da nossa associação, do Solar e da Biblioteca. No final gerou-se
animado debate sobre este antigo abade gaiense, a sociedade da época e ade
nossos dias.
No dia 1 de fevereiro, domingo, pelas 16, 30 horas,
a direção da ASCR –Confraria Queirosiana, representada pelo seu presidente,
pelo Dr. Manuel Moreira (também em representação da Misericórdia de Gaia e da
Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto) e
pela Dr.ª Maria de Fátima Teixeira, estiveram presentes na gala dos 100 anos da
Associação Desportiva e Cultural de Santa Isabel, Canelas, Vila Nova de Gaia,
que decorreu no auditório da Junta de Freguesia de Canelas. Na ocasião a
direção da centenária, mas pujante, coletividade, distinguiu a associação ASCR
– Confraria Queirosiana com a medalha comemorativa da efeméride.
No
dia seguinte, dia 2, segunda-feira, pelas 21 horas, os mesmos elementos
estiveram presentes na gala do jornal Audiência, no Pavilhão de Olival, que
distinguiu diversos cidadãos com evidência na vida pública em Vila Nova de
Gaia, nos Açores, em diversas outras terras de Portugal e na diáspora
portuguesa nomeadamente no Canadá. Entre as personalidades destacadas foi
agraciado o Dr. Luís Filipe Meneses, presidente da Câmara Municipal de Vila
Nova de Gaia, na ocasião a dirigir os operacionais da Proteção Civil no combate
aos efeitos da intempérie.
No
sábado, dia 14 de fevereiro, decorreu no Mosteiro de Grijó um Colóquio de homenagem
a Frei António Domingues de Sousa Costa por ocasião do Centenário do seu
nascimento em São Félix da Marinha, Vila Nova de Gaia, organizado pela
Universidade Católica do Porto, pela Ordem Franciscana, pela Junta de Freguesia
de Grijó e pela Paróquia de São Salvador de Grijó, que editou e distribuiu uma
brochura com um texto alusivo à vida e obra deste eminente medievalista
português e antigo doutor
da
Universidade do Vaticano. Na ocasião a ASCR-Confraria Queirosiana esteve
representada pelos dirigentes, doutores J. A. Gonçalves Guimarães e António
Manuel S. P. Silva, tendo também comparecido um assinalável número de
associados e confrades.
Na
sexta-feira dia 20 a direção da ASCR – Confraria Queirosiana esteve presente no
Auditório Municipal de Gaia na abertura do XII FESTEATRO – Teatro Amador de
Vila Nova de Gaia, com a peça «Alistados à Força» de Pedro Miguel Dias, que
igualmente assinou a encenação.
Outros projetos
A direção da ASCR-Confraria Queirosiana está a
equacionar a retoma ou a colaboração em vários projetos que iniciou e
desenvolveu em anos passados através do seu Gabinete de História, Arqueologia e
Património, nomeadamente o projeto de escavações e patrimonialização do Castelo
de Crestuma do qual será publicado um livro com os resultados de incidência
local, nacional e internacional do seu estudo, entre 2010 e 2015, no próximo
mês de maio. Para tal tem desenvolvido várias reuniões dos coordenadores
daquele grupo de trabalho, nomeadamente J. A. Gonçalves Guimarães; António
Manuel S. P. Silva e Maria de Fátima Teixeira.
Outros projetos contemplam a elaboração de uma
monografia sobre uma antiga empresa de Vinho do Porto, outro sobre um palácio
em Lisboa, outro sobre a patrimonialização de um cenário iconográfico do Douro,
a participação nas cerimónias do dia 10 de junho num país estrangeiro, o
patrocínio da Revista de Portugal n,º
23 por uma empresa vinícola, a colaboração com o Festival Internacional de
Música de Gaia, e o lançamento das revistas Gaya
03 e outras publicações no próximo mês de março.
Associados…
Neste mês de fevereiro, o Professor
Doutor David Rodrigues poeta da escola Haiku, esteve na Índia como convidado
para participar no Goa Arts and Literature Festival onde, entre outras
participações, coordenou um workshop
de poesia com alunos goeses. Das muitas andanças suas pelo país do
deslumbramento nos dará conta num artigo que vai publicar no próximo número 23
da Revista de Portugal a sair em
novembro próximo.
Regressou recentemente do estado de
Alagoas, Brasil, o dirigente da ASCR – Confraria Queirosiana Dr. António Pinto
Bernardo, que ali permaneceu um dilatado tempo mantendo contatos com a direção
da Academia Alagoana de Letras, a Irmandade Eça de Queiroz, de que é o
principal impulsionador nestas especiais relações luso-brasileiras, e com
outras instituições culturais trazendo notícias das candidaturas de novos
confrades para insigniação no próximo capítulo de novembro e de outros projetos
em desenvolvimento.
Homenagens
No passado dia 27 de janeiro na ANJE-Associação
Nacional de Jovens Empresários, Casa do Farol, Porto, o Dr. Manuel de Novaes
Cabral, presidente da Fundação do Museu Nacional Ferroviário foi homenageado
com um jantar pelo Rotary Club Porto Foz.
«O volume miscelâneo aqui apresentado,
homenageia a professora Annabela Rita por ocasião da sua aposentação. Figura
proeminente dos estudos literários em Portugal, Annabela de Carvalho Vicente
Rita é especialista no estudo dos escritores mais emblemáticos da Literatura
Portuguesa dos últimos dois séculos. O modo fecundo como tem desenvolvido um
original diálogo entre os textos literários e o mundo diverso das artes
(pintura, cinema, fotografia, etc.), operando uma hermenêutica intertextual e
interartes para dela extrair significados complexos oriundos da natural
polissemia dos campos simbólicos e da semântica dos ideários subjacentes aos
temas de fundo, permite-nos considerar Annabela Rita uma filósofa da Literatura
e mestre do diálogo interartes. Em suma, podemos caracterizar o modo de estar,
de ensinar, de organizar e de produzir o pensamento crítico de Annabela Rita
como sendo o de uma verdadeira universitária. O seu pensamento é plural,
interdisciplinar e profundamente aberto ao mundo impelido na procura constante
de compreender e integrar a perspetiva do Outro, do Outro cultural, do Outro
religioso, do Outro que pensa diferente de nós. Na verdade, Annabela Rita é uma
cidadã do mundo, que plasma na sua produção científica uma tonalidade
universal. É esta grande figura de cidadã da cultura e de intervenção cívica,
bem como a sua ação pedagógica e intelectual fecundas, que queremos, no momento
da sua aposentação, recordar e homenagear com a publicação deste volume, no
qual participaram amigos e colegas de Annabela Rita com poemas, contos,
testemunhos pessoais e ensaios que ficarão para sempre na memória pessoal da
homenageada e na memória coletiva dos participantes.»
(excerto da Apresentação reproduzido na página
da editora)
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propriedade da associação cultural Amigos do Solar Condes de Resende -
Confraria Queirosiana (Instituição de Utilidade Pública), Solar Condes de
Resende, Travessa Condes de Resende, 110, 4410-264, Canelas, Vila Nova de Gaia;
C.te n.º 506285685; NIB:
0018000055365059001540; IBAN:
PT50001800005536505900154; email:
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Gonçalves Guimarães; redação: Fátima Teixeira; inserção: Amélia Cabral;
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