quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Eça & Outras

Revista de Estudos Chineses - Zhongguo Yanjiu
Não existem em Portugal muitas publicações periódicas sobre outros países e civilizações ou sobre as relações entre a cultura portuguesa e a de outros povos.
Numa rápida abordagem informática encontramos apenas os seguintes títulos: Estudos Italianos em Portugal, publicado pelo Instituto de Cultura Italiana, desde 1939; Estudos Orientais, publicado pelo Instituto Oriental de Lisboa, desde 1990; Estudos Germânicos, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desde 1998; Revista de Estudos Anglo-americanos e Germanísticos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, desde 2001, a que poderíamos juntar a revista Africana do Centro de Estudos Africanos e Orientais da Universidade Portucalense Infante D. Henrique, que se publicou ao longo da década de 90 do século passado e que recentemente reapareceu. E pouco ou nada mais.
Sobre a China, supomos ser única a Revista de Estudos Chineses do Instituto Português de Sinologia, que apresentará em breve os n.ºs 4 e 5 em Lisboa e no Porto, durante os trabalhos do 5º Fórum Internacional de Sinologia, mantendo, ou mesmo aumentando, a variedade temática e a qualidade dos artigos que publica.
Sendo uma publicação abrangente sobre um tema universal – os estudos sobre a China e a sua relação com o mundo, ou do mundo com a China – tem vindo a arrumar a colaboração publicada em várias secções. Recordemos que no n.º 1 se podem encontrar artigos Falando sobre Minorias, sobre A nova Economia Chinesa, ou Medicina chinesa um repto às práticas ocidentais; no seu n.º 2 praticamente todos os estudos têm Macau como objecto de análise e no 3.º numero, encontramos análises no âmbito das Ciências Sociais, do Pensamento Jurídico e exercício da Justiça na China, alguns outros Falando de História e, de novo, Macau: memória.
Confrontando os programas dos Fóruns Internacionais de Sinologia já realizados, também pelo Instituto Português de Sinologia (IPS), não é difícil estabelecer uma relação directa entre os temas propostos, e os estudos aí apresentados, com os artigos publicados nesta revista, se bem que os números editados não sejam exactamente as suas Actas. Corroborando a sua internacionalidade (e não o internacionalismo) dos seus colaboradores, alguns deles são presença confirmada, não apenas nas suas páginas, mas também nas diversas publicações nacionais e internacionais que divulgam estudos sobre Sinologia e sobre as relações entre Portugal e os portugueses e a China. Sendo a revista propriedade do IPS, não se estranhará a constância dos temas sobre Macau, sendo pois fácil inferir que nos números futuros este antigo território, que esteve sob administração portuguesa, voltará às suas páginas. Não só sobre o seu passado muito há ainda a investigar e muitas são as novidades a aprender, como quanto aos seus anos mais recentes, a calma marcha do tempo ainda não passou o suficiente para que a serena análise histórica possa ser feita, privilégio que bem podem ir tentando sobre as últimas décadas os geógrafos, os economistas, os sociólogos, os politólogos, tanto quanto estas disciplinas se permitem ter fronteiras entre os seus saberes. Gostamos de os catalogar, mania que nos ficou do enciclopedismo; organizamo-nos em corporações, talvez para melhor nos entendermos e dividirmos as tarefas. Mas entretanto o fluir da vida passada, presente e futura continuará, quase indiferente às nossas escolas, teorias, doutrinas e praxis.
Todo este divagar para dizer que o número 3 da Revista de Estudos Chineses, afinal sobre essa enorme realidade mundial que é a China, é variado de temas, mas sobretudo de perspectivas de abordagem, no tempo e no modo, até porque diversos são os profissionais das áreas de conteúdo dos seus artigos.
Abrindo com um estudo de Óscar Barata, professor catedrático jubilado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa, intitulado «A Pressão sobre a China no século XIX», recua um pouco mais no tempo e nas referências às relações entre as potências marítimas ocidentais e o Celeste Império, e como elas foram variando ao longo do tempo, acentuando os aspectos comerciais das diversas companhias e as acções militares e diplomáticas dos países em presença, particularmente dos ingleses e dos portugueses e, naturalmente, dos chineses. Neste desiderato é analisada a tentativa dos ingleses para ocuparem Macau, o negócio e as guerras do ópio e a sua fixação em Hong Kong. Um trabalho imprescindível para se compreender a história destes dois territórios até aos nossos dias.
O segundo artigo, da autoria de Wang Tongsan, director do Institut of Quantitative and Technical Economics, Chinese Academy of Social Scienses, intitulado «The Deep-rooted Problems in China’s Macro-economic Operation and Policy Guidance of Macro-economy Control in 2008», traz-nos até ao presente os sucessos da economia chinesa, contrapontados com os problemas a curto e a longo prazo, no primeiro caso a pressão da inflação e as exigências dos mercados internacionais e, no segundo, as relações entre o desenvolvimento económico e social, a inevitável reestruturação dos sectores primário, secundário e terciário, o consumo energético e a poluição ambiental, naquela que virá a ser a maior potência mundial face ao colapso dos Estados Unidos da América, ao reordenamento da Rússia e à emergência da Índia e do Brasil.
Segue-se um artigo de Anne Cheng, professora de l’Institut Nacional dês Langues et Civilisations Orientales, intitulado «Confucian views and laws vs rites in Ancient China» onde analisa aspectos da devoção filial na dinastia Han e a tensão entre os ritos e as leis, os dois maiores reguladores da ordem sociopolítica na história da China. He Weifang, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Pequim, escreveu sobre a «China’s Judicial Reform» provocada pelas mudanças estruturais na actual sociedade chinesa, sobretudo depois de 1950, o que gerou antagonismos entre o direito escrito e a sua prática numa sociedade multiétnica, que as autoridades têm procurado aplanar através de oito directivas, a última das quais tem a ver com as relações entre a justiça e a comunicação social.
Problemas, dir-se-á, comuns a todas as sociedades desenvolvidas. Na China, talvez a ancora da tradição – de propósito não disse «o peso» - tenha um particular relevo que este autor não deixa de equacionar, como também o faz José Duarte de Jesus, ex-embaixador, docente no ISCSP e membro fundador do IPS, no artigo seguinte «A Justiça e o Estado na China Imperial e na Primeira República», no qual começa por nos advertir para os perigos da tentação de se estabelecerem paralelos entre conceitos jurídicos – ou outros – da tradição greco-cristã e os da civilização chinesa, nomeadamente os de Lei e Justiça ao longo das épocas, dinastias e períodos. Analisa depois as figuras do advogado e do litigador, até à Primeira República, concluindo, entre outros aspectos não menos interessantes, que, na antiga sociedade chinesa, havia «um humanismo profundamente civil» e que «os pressupostos confucianos antigos apontam bem mais para uma “open society” que os pressupostos platónicos».
Segue-se o artigo do autor desta recensão, sobre «Os estudos sobre as relações entre a região do Porto e a China: ponto da situação», que naturalmente não vou comentar, mas apenas o facto agradável e promissor de já me encontrar acompanhado por dois Amigos e Colegas: nesta revista, Manuel de Sampaio Pimentel A. Graça, professor na Escola Superior Artística do Porto (ESAP), apresenta-nos a sua investigação sobre «Chinoiserie e outros orientalismos no Porto» nos séculos XVIII e XIX, documentando nesta cidade o gosto por aqueles exotismos entre as classes possidentes, que os materializaram na decoração de edifícios, no mobiliário, nos tecidos decorativos, nas louças e em outros objectos de aparato.
Um outro Amigo, que consegui que se interessasse pelo Oporto China Fund criado pelos Cassels no final do século XIX naquela cidade para ajudar as missões do seu irmão William, bispo anglicano no interior da China, foi Fernando Peixoto, igualmente professor na ESAP, que o apresentou no II Fórum em Vila Nova de Gaia em 2007, mas que entretanto faleceu prematuramente no mês de Outubro de 2008, quando tanto ainda tinha para nos dar.
Mas a história dos tempos recentes na China está também analisada nesta revista no artigo «Le mouvement d’envoi des jeunes instruits à la campagne et les autres migrations organisées à l’époque maoiste» por Michel Bonnin, directeur d’études à l’École des Hautes Études em Scienses Sociales, que nos interpreta o que foi a migração de mais de dezoito milhões de jovens citadinos enviados para o campo entre 1968 e 1980, jovens esses que hoje têm 50-60 anos, muitos dos quais no topo da actual sociedade chinesa.
Seguem-se uma série de quatro artigos sobre Macau: «Evolução das árvores de arruamento na cidade de Macau» por António Júlio Emerenciano Estácio, engenheiro técnico agrário, e Fernando A. F. Macedo, arquitecto paisagista; «O cancelamento do IV centenário de Macau em 1955: as reclamações verbais das autoridades chinesas» por Moisés Silva Fernandes; «Bartolomeu Vaz Landeiro: the King of the Portuguese from Macao» por Lúcio de Sousa; e «Macau-Europa: a influência chinesa através dos seus produtos preciosos» por Rui d’Ávila Lourido, quatro importantes contributos para a permanente surpresa histórica daquele território, postos por ordem inversa do seu tempo cronológico e simbólico: os antigos jardins e espaços arborizados de Macau têm vindo a ser mutilados mas, entretanto, novas árvores têm vindo a ser plantadas nos terraplenos conquistados ao mar; em 1955 a China mostrou o seu desagrado pelas programadas comemorações dos quatrocentos anos da permanência dos portugueses no território, mas cuja administração, no entanto, aí permaneceria por cerca de mais meio século; Bartolomeu Landeiro é um daqueles portugueses que se foram ao mundo, capitão, mercador, protector de jesuítas e aventureiro, a quem os japoneses chamavam «o rei dos portugueses», personagem tão fascinante quanto esquecido e que agora aqui fica ao assombro dos leitores desta revista; finalmente o último artigo desta série propõe com bom fundamento o recuo da chinoiserie europeia para o século XVI, dando a Macau uma particular importância na divulgação dos produtos chineses na Europa.
Esta apresentação já vai longa e a ela se pode aplicar o provérbio chinês «Longos fios de seda trazem vantagem numa dança»; esta revista tem peças com certeza de diferentes espessuras e matizes, mas forma um notável conjunto que, mais uma vez, ficará na bibliografia necessária sobre a Sinologia em Portugal e no mundo.

J. A. Gonçalves Guimarães
Membro do IPS


Cartas Públicas de Eça

Uma equipa dirigida por Carlos Reis, professor catedrático da Universidade de Coimbra e actual reitor da Universidade Aberta, está a publicar a edição crítica das obras de Eça de Queirós, fixando o texto a partir dos manuscritos existentes, das edições revistas pelo escritor, das edições publicadas em sua vida, ou, no caso das obras póstumas, anotando a intervenção de outros na publicação do texto, confrontando todas as variantes, versões e edições no sentido de restituir a Eça o que é de Eça. Do Plano de Edição, na secção de obras de Ficção nos textos Não-Póstumos, estão já publicados O Crime do Padre Amaro (2.ª e 3.ª versões) O Mandarim e Contos I; dos Semi-Póstumos e Póstumos estão publicados A Ilustre Casa de Ramires, Contos II, A Capital! e Alves & C.ª; dos Textos de Imprensa, as colectâneas com este mesmo título, I, IV, V e VI; da Epistolografia, as Cartas Públicas, a que a seguir nos referiremos e nas Traduções As Minas de Salomão, faltando publicar, para além de outras obras em cada uma das secções do Plano de Edição, as enquadráveis nas Narrativas de Viagens e Vária.
Recentemente a Imprensa Nacional/Casa da Moeda pôs à disposição do público ledor, mormente os eçófilos e os eçólogos e, de um modo geral, todos os queirosianos, as Cartas Públicas, aqueles escritos a que o escritor «atribuiu forma epistolar» e «maioritariamente destinadas à imprensa», todos com «… o peculiar timbre que lhes foi incutido por um escritor que, além do mais, foi um cidadão do mundo, profundamente interessado na vida pública, nos costumes e nas ideias que atravessaram o seu tempo», conforme salienta Carlos Reis na Nota prefacial.
A presente edição foi estudada e preparada por Ana Teresa Peixinho, que em 2008 se doutorou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra com uma dissertação sobre A Epistolaridade nos textos de Imprensa de Eça de Queirós, sendo agora professora auxiliar do Instituto de Estudos Jornalísticos daquela Faculdade e investigadora do CEIS 20, tendo já publicado em 2004, em co-autoria com Carlos Reis, os Textos de Imprensa I (da Gazeta de Portugal), e em 2002 a sua tese de mestrado intitulada A Génese da Personagem Queirosiana em Prosas Bárbaras, pela Editora Minerva.




João Nicolau de Almeida
Chevalier de l’Ordre du Mérite Agricole

Hoje, dia 25 de Fevereiro, pelas 18 horas, o Cônsul Geral de França no Porto, Senhor Philippe Barbry irá condecorar na Casa Ramos Pinto em Vila Nova de Gaia com o grau de Cavaleiro da Ordem do Mérito Agrícola, o enólogo João Rosas Nicolau de Almeida, administrador daquela empresa do grupo Roederer.
O agraciado nasceu no Porto em 1949, filho de Fernando Moreira Paes Nicolau de Almeida, o criador do Barca Velha, e de D. Maria José Ramos-Pinto Rosas Nicolau de Almeida. Frequentou as Universidades de Dijon e Bordéus, onde se diplomou em Enologia, Química Agrícola e Prova de Vinhos. Tem leccionado nas Universidades de Bordéus, UTAD e Universidade de Davis (Califórnia). É membro da Confraria do Vinho do Porto, onde tem desempenhado cargos directivos, da American Society of Enologists (EUA), da Associação dos Produtores e Engarrafadores do Vinho do Porto e da Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID). É também sócio dos ASCR-Confraria Queirosiana e do Oporto Golf Club.
Criador do célebre Duas Quintas e de outros vinhos de eleição, é autor de diversos estudos sobre a mecanização da vinha no Douro e sobre as suas castas.

Passeio a Oeiras do Piauí

Em sexta edição acaba de ser publicado Passeio a Oeiras, «Roteiro histórico e sentimental da antiga capital do Piauí» por Dagoberto Carvalho Jr., o notável plumitivo presidente da Sociedade Eça de Queiroz do Recife, médico e historiador encartado que à estampa tem dado outros títulos sobre a história documental, artística, institucional e literária da sua região natal, mas também sobre essa lusitanidade maior que é o espírito universalista queirosiano.
Esta obra, aparecida em 1982, sucessivamente esgotada e em cinco edições rejuvenescida, é um daquele livros de um intenso afecto pelo torrão natal que o autor, percorrendo de braço dado com o leitor os locais que sendo dele, por direito próprio, partilha como que em busca da possível eternidade presente nas calçadas, nos largos, nas casas e na memória das pessoas que os habitaram e a quem chama «velhos fantasmas amigos», simpáticos e carregando as suas idiossincrasias, já não como um embaraço ou pesadelo quotidiano, mas como quem apresenta a corcunda do destino sob casaca de veludo bordada a lantejoulas no desfile do carnaval feliz que são as nossas memórias descritas com arte. Sempre são muito infelizes aqueles que do seu passado carregam amargor, mas tal não é o caso de Dagoberto Carvalho Jr, pois este livro sobre a sua Oeiras natal é tanto um livro de História como de memórias pessoais de uma intensa generosidade sensata para com os que já foram e lhe deixaram um palco onde hoje a vida escorre quotidiana cheia de recordações, que é aquilo que um actual bairro periférico ou uma Brasília demorarão a ter. Não sendo cotada na bolsa, para nosso gáudio e satisfação a Memória conta muito para o equilíbrio intelectual de qualquer cidadão.
Acrescente-se que este livro, graficamente bem urdido, apresenta deliciosas vinhetas de Mário Paciência, mapa de Josevita Pontes e notáveis reconstituições de Zuleica Tapety, numa verdadeira e encantatória arqueologia da paisagem e da arquitectura. Não se trata da presença embonecadora de artistas, mas de um espírito de comunhão entre o autor e os ilustradores que muito enriquece esta obra onde se mostra de uma forma tão elegante como o local pode ser universal, «agora, na lembrança dos que vierem comigo a Oeiras», assim termina o autor, certo de que este passeio, presencial ou literário, ficará na memória dos seus leitores.

Tomar Café com:

Ariel Ramirez, para de novo cantarmos a sua Missa Creoula, em memória da sua apresentação no Teatro Carlos Alberto do Porto já lá vão uns anos; Mikael Anderson, o piloto calmo que aterrou seguro o avião no meio de uma tempestade humana; Orlando Zapata e sua mãe Reina Tamayo, para que um dia Cuba seja a ilha da felicidade.

Não quero ir tomar café com:

Mário Machado, o skin que destila ódio. E tantos outros que nem soube por onde escolher.

Eça & Outras, IIIª. Série, n.º 18
– Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010
Cte. n.º 506285685 ;
NIB: 001800005536505900154
IBAN:PT50001800005536505900154;
confrariaqueirosiana.blospot.com; eca-e-outras.blogspot.com;
coordenação da página:
J. A. Gonçalves Guimarães (TE-638);
redacção: Fátima Teixeira;
inserção: Amélia Cabral.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Eça & Outras

A.Campos Matos
DE A. CAMPOS MATOS
“A” BIOGRAFIA DE EÇA DE QUEIRÓS

Alguém explicará um dia, mais uma vez, ou através de uma inesperada ideia, o fascínio que portugueses, brasileiros, e já outros grupos cultos de outras falas, têm pela vida e obra de Eça de Queirós, a ponto de em cem anos lhe dedicarem oito biografias, para não falar na autêntica avalanche de artigos, recensões, adaptações, crónicas, revisões, reinterpretações, recriações, inspirações, dicionários, DVD, CD, além das reedições sucessivas das obras maiores, menores e curiosidades ecianas, dos filmes, das séries, das adaptações teatrais, que sei eu, modesto recolector de tudo isto, consciente que estou do muito que se me escapa. Mas desta vez Eça de Queirós – Uma Biografia, da Afrontamento, é incontornável porque o seu autor é A. Campos Matos, o incansável estudioso da vida e obra do “Altíssimo” que desde 1976 (?) tem brindado o público ledor com uma permanente redescoberta do universo queirosiano naquilo que ele tem de permanente frescura, de eternamente humano, de clássico. Partindo então naquele ano simplesmente à procura das Imagens do Portugal Queirosiano, bem depressa o autor da actual biografia descobriu que do escritor só se conhecia, além da obra, a biografia oficial, uma ou outra estátua, uma ou outra instituição que o venerava através dos portadores desse vírus benigno que se designam por queirosianos ou (no Brasil) ecianos. Era muito, e tal fazia já de Eça um inquilino eterno de panteão das letras internacionais. Mas era pouco, muito pouco, comparado com as galáxias a descobrir. E esse espaço cósmico, ao encontro da inteira e vera ideia e palavra do escritor tem sido percorrido permanentemente por A. Campos Matos. Que dívida o país tem para com ele!
Mas então que nos trás de novo esta oitava biografia escrita por quem tão bem escalpelizou as sete anteriores? Para além da sabedoria acumulada por quem se tem debruçado analíticamente sobre o que os outros autores investigaram e escreveram, o autor desta última- que terá em Março em Paris uma edição irmã mignonne- não se contentou com o joeirar dos dados, mas foi buscar à Teoria da Biografia as melhores ferramentas para a sua elaboração, resultando daí um livro bem organizado nas suas monumentais 600 páginas, que são ao mesmo tempo um desafio à curiosidade imediata, um convite à leitura demorada e agradável e um arquivo a consultar para as questões momentâneas ou futuras. Uma biblioteca sobre “todo o Eça” num livro só.
Aí temos novos dados, ou novos reenquadramentos de pormenores ou factos que outros não cuidaram, não interpretaram ou não perceberam: A. Campos Matos coligiu todos os pequenos-grandes contributos da chegada de novos profissionais à exegese queirosiana: arqueólogos, egiptólogos, historiadores, documentalistas, geógrafos, que sei eu, ao longo destes anos todos em que Eça vive agora o seu projecto da Revista de Portugal outra vez na companhia de homens e mulheres das ciências humanas, sociais, políticas, biológicas, matemáticas, médicas, e não apenas entre literatos, juristas e jornalistas, como dantes acontecia.
Mas neste estudo o autor também considera os mais recentes investigadores no âmbito literário e linguístico que, em Portugal e no estrangeiro, tanto têm contribuído para o melhor enfoque do caleidoscópio eciano, às vezes através de obras ainda não publicadas ou apenas conhecidas em restritos meios académicos.
No itinerário biográfico o autor revisitou o Colégio da Lapa, instituição fundamental na formação de Eça, e reequacionou as suas relações com Ramalho Ortigão, Batalha Reis, Camilo, Bulhão Pato, António Feijó, Oliveira Martins, até Fernando Pessoa!
Novos ou pouco conhecidos aspectos da vida do escritor são aqui analisados com surpreendentes resultados, como o seu heterónimo juvenil João Resgate, o papel de Emília de Castro na sua vida, na educação dos seus filhos, e a sua posição perante a obra do marido antes e depois da sua morte, o próprio aspecto físico e psicológico do autor de A Relíquia ao longo dos anos, a sua preocupação com a saúde.
Por fim A. Campos Matos reequaciona a importância dessa genial metáfora que é A Ilustre Casa de Ramires, reconduzindo-a ao seu verdadeiro lugar na ficção queirosiana, resgatando-a das interpretações folcloristas e pseudogeográficas daqueles que costumam ler Eça como se os seus livros fossem um guia de quintas e turismos a haver, querendo reduzir a sua universalidade à anedótica paisagem regional do postal ilustrado.
Tudo isto, que aqui referimos ao correr do teclado, está longe, muito longe, de caracterizar esta monumental biografia que resultou, como já disse, de anos de quotidiano estudo, análise, interrogações, tentando conhecer o escritor, descobrindo-o atrás dos seus biombos, sebes ou nuvens, escutando-o com paciência e cumplicidade, não pretendendo pregar-lhe um sermão – Eça eras assim! Eça devias ser assado! Eça devias ter feito isto! Eça tu deves querer dizer aquilo! - como temos lido em tantos outros estudos analíticos.
Esta biografia ficará pois como uma referência obrigatória pelas novas perspectivas que trás para o estudo da vida, obra e projecção cultural de um dos mais lúcidos espíritos que nasceram em Portugal e com quem os portugueses se identificam.
Como os antigos construtores de catedrais, terminada a obra, A. Campos Matos quer remeter-se ao discreto medalhão calcário com a sua efígie no alto do fecho da abóboda que construiu, descansando do esforço e escutando lá de cima, com bonomia, os ah! e os oh! dos que o lerem. Mas não será por muito tempo, porque esta obra vai dar tal mexedela na sabedoria feita que outras obras suas, por ventura mais leves – gelosias e balcões embora – a terão de acompanhar, pois haverá sempre um Eça disfarçado de Mefistófeles escondido com o rabo de fora.
Mas daqui em diante será impensável falar de Eça e do seu tempo sem ler esta biografia de A. Campos Matos. E só ele a poderia ter escrito.

J. A. Gonçalves Guimarães

O egiptólogo Luís Manuel de Araújo
VIAGEM AO EGIPTO E TERRA SANTA

Conforme já tínhamos referido na página de Agosto, no passado dia 26 de Dezembro partiram para o Egipto e Terra Santa numa evocação comemorativa dos 140 anos da inauguração do Canal de Suez e da viagem de Eça de Queirós e do Conde de Resende, cerca de meia centena de sócios das Associação de Amizade Portugal-Egipto; Associação de Amizade Portugal-Israel, Associação de Amigos do Museu Nacional de Arqueologia e Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, estes representados pelo Professor Doutor Luís Manuel de Araújo, vice-presidente da Direcção e director da Revista de Portugal, que como egiptólogo e especialista em História Antiga conduziu este roteiro, tendo também participado o jornalista Dias Costa.
No Egipto foram visitados os monumentos mais significativos também visitados pelo escritor em 1869, e em Jerusalém foram percorridos diversos lugares referidos em A Relíquia e também o Museu de Yad Vashem, onde os visitantes foram recebidos pelo Dr. Abraham Milgram, e também pelo Dr. Plocker, que os saudaram recordando algumas passagens da obra de Eça de Queirós.
A Confraria Queirosiana na Terra Santa
O importante diário Haaretz publicou um artigo de Ruth Almog, ilustrado com uma fotografia do último capítulo da Confraria Queirosiana e de Eça de Queirós, intitulado “A Ordem da Capa de Eça de Queirós”, o qual, a avaliar pela tradução que nos chegou, para além da simpatia pela visita, demonstra como Eça de Queirós e a sua obra são ainda mal conhecidas na sociedade israelita, onde apenas existe a tradução do conto Civilização por Miriam Tivon, estando neste momento a ser preparada por Rami Saari e Francisco Costa Reis uma tradução de Os Maias, tendo este último também já publicado uma tradução de uma das cartas de A Correspondência de Fradique Mendes. Cumpriu assim a Confraria Queirosiana uma das suas mais simples e importantes missões: levar todos os povos do mundo a partilharem connosco a humanidade das obras de Eça de Queirós, percorrendo um dos itinerários mais marcantes da sua vida e obra: o do Próximo Oriente.

PRÉMIOS EÇA DE QUEIRÓS

Em 2006 a Câmara de Gaia instituiu o Prémio de Literatura “Eça de Queirós” no valor de 25.000 euros destinado «a agraciar o português que, durante o ano, mais se destacou na vida literária». Agora é a vez da Câmara de Baião instituir também um prémio com o mesmo nome para distinguir «diversas expressões culturais», o qual virá a ser regulamentado por Isabel Pires de Lima, confrade honorária da Confraria Queirosiana e membro do conselho cultural da Fundação Eça de Queirós, sediada em Baião. A sua primeira atribuição está prevista para 2011. Passam assim a existir, pelo menos, dois prémios nacionais com o nome do escritor.

SINGULARIDADES DE UM FILME

O filme Singularidades de um Rapariga Loura, realizado por Manoel de Oliveira, a partir da adaptação para a época actual do conto homónimo de Eça de Queirós, foi designado como o quinto melhor filme do ano pela revista Cahiers du Cinema. O realizador está já a trabalhar na realização seu próximo filme.

EÇA EM BD

A editora Ideias Concertadas acaba de lançar no mercado As Minas de Salomão de Henry Rider Haggard, livro traduzido e enriquecido por Eça de Queirós, ou sob a sua orientação e revisão, agora ilustrado por António Lourenço, que adaptou aquela lenda a esta forma de expressão que se começou a desenvolver precisamente no tempo daqueles escritores através de tiras e pranchas publicadas nas grandes revistas ilustradas da época.

FORUM INTERNACIONAL DE SINOLOGIA

Estão abertas as inscrições para a 5.ª edição deste encontro anual, organizado pelo Instituto Português de Sinologia, o qual trará a Lisboa e ao Porto especialistas mundiais sobre os mais diversos aspectos relacionados com a cultura, a economia e a política chinesas e as relações da China com o mundo.
As sessões decorrerão entre os dias 26 e 28 de Fevereiro na Universidade Católica de Lisboa e entre os dias 5 e 7 de Março na Biblioteca Municipal Almeida Garrett no Porto. Para mais informações ver o site www.ipsinologia.com.

TOMAR CAFÉ OU NÃO

Vamos tomar café com:

António Laranjeira Marques da Silva, por ter assumido por inteiro a sua função de jornalista; Edy Epstein, a senhora que defende que o sofrimento humano não é uma questão de religião ou de política; Jorge Fragoso, pela poética do cumprir; Liu Xiaobo, o homem que ousou pensar sobre a China e que ama profundamente o seu país; Padre Martins, que, ousou denunciar que na Madeira os pobres estão cada vez mais pobres.

Não quero tomar café com:

Abdul Mutallab, o patife que não queria ir sozinho para o inferno; Abhisit Vejjajiva, primeiro ministro tailandês que anda a expulsar minorias étnicas;
Gabriela Canavilhas, a ministra que quer afogar nas cheias do Tejo a Arqueologia portuguesa, mandando-a para a Cordoaria Nacional; Gilberto Madail, o homem que incitou os políticos a construírem inúteis estádios de futebol que havemos de pagar;

Eça & Outras, IIIª. Série, n.º 17 – Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
Cte. n.º 506285685 ; NIB: 001800005536505900154
IBAN:PT50001800005536505900154;
confrariaqueirosiana.blospot.com; eca-e-outras.blogspot.com;
coordenação da página: J. A. Gonçalves Guimarães (TE-638);
redacção: Fátima Teixeira;
colaboração, Dias Costa;
inserção: Amélia Cabral.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Eça & Outras

Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Castelo de Leiria
CONFRARIA QUEIROSIANA, 2009

Fundada em 2001, a associação Amigos do Solar Condes - Confraria Queirosiana, até 31 de Novembro passado apresentava um total de 270 associados, dos quais 83 confrades.
Durante o presente ano teve em funcionamento a sua Academia Eça de Queirós, que preparou os cursos livres “Eça de Queirós, sua vida, sua obra, sua época”, terminado em Abril, e o de “História de Gaia e da Região do Porto: Biografia de Homens e Mulheres” que se iniciou em Outubro passado e prosseguirá até Abril de 2010. Deu ainda continuidade aos cursos livres de “Pintura e outras expressões plásticas” e ao de Danças de Salão.
O seu Gabinete de História, Arqueologia e Património realizou escavações arqueológicas em São Salvador do Mundo, São João da Pesqueira, e os seus profissionais desenvolveram investigação em vários temas e áreas, tendo dado início aos trabalhos de prospecção arqueológica e patrimonial no Parque Botânico de Crestuma/Sítio Arqueológico, acionando para a sua persecução um protocolo de colaboração com o Parque Biológico de Gaia, EEM e o Solar Condes de Resende.
Foram igualmente desenvolvidos trabalhos sobre as Invasões Francesas, Museus do Vinho, Misericórdia do Porto, o escultor Raul Xavier, além de outros, alguns dos quais já em fase de publicação.
Esteve também presente em vários congressos, sempre com comunicação a publicar nas respectivas Actas, e noutros eventos de carácter cultural, nomeadamente naqueles em que foi homenageada a memória do colega de direcção Fernando Peixoto, falecido em Outubro de 2008.
Por protocolo com a Gaianima, EEM, também aquele Gabinete, desde Março de 2005, selecciona e prepara jovens licenciados em História e áreas afins para servirem como tarefeiros investigadores, assegurando assim a abertura do Solar Condes de Resende, à semana, entre as 17.30 e as 22 horas, e aos fins de semana e feriados, entre as 8.30 e as 19.45 horas, conduzindo as visitas guiadas e realizando trabalhos de investigação no seu domínio profissional sobre o Solar e Vila Nova de Gaia, proporcionando-lhes, ao mesmo tempo, a oportunidade de trabalharem e exercerem as profissões para que os seus cursos os habilitam em regime compatível com a actividade da docência ou outras.
A Comissão de Itinerários organizou em Maio uma visita ao Roteiro Queirosiano de Leiria, tendo na ocasião aí realizado um capítulo extraordinário. Compilou ainda um estudo sobre os Roteiros Queirosianos em Portugal, Europa, América e Brasil, o qual foi apresentado nas Jornadas Internacionais sobre Turismo Cultural e Religioso que decorreram no início de Novembro no ISMAI na Maia.
Em colaboração com a Associação de Amizade Portugal-Egipto, com quem também tem um protocolo assinado, e com a participação de outras entidades, comemorando os 140 anos da inauguração do Canal de Suez e da viagem que então fizeram Eça de Queirós e o Conde de Resende, vai realizar uma viagem ao Egipto e Israel neste final de ano que certamente ficará na lembrança de todos que nela participam.
A Comissão de Artes realizou a 4.ª edição do Salon d’Automne no passado mês de Outubro, a exposição anual dos sócios e confrades amadores e profissionais nas salas do Solar Condes de Resende.
A Comissão Editorial promoveu a publicação da página Eça & Outras ao dia 25 de cada mês no seu blogue, a qual tem sido também publicada no jornal As Artes entre as Letras, para o que foi assinado um protocolo de colaboração. Organizou igualmente a edição anual da Revista de Portugal, IIIª série, da qual lançou o n.º 6, que teve neste número o patrocínio do Parque Biológico de Gaia e da Coral Seguros. Aí se publica igualmente a bibliografia de 2008 dos sócios e confrades. Esta comissão prepara neste momento a edição de um livro sobre as vereações gaienses durante a 1.ª Republica.
A Comissão Comercial tem tido a seu cargo a gestão do bar e da venda de produtos queirosianos na loja do Solar. Com o objectivo de ligar o nome de Eça de Queirós a produtos de eleição continua a promover os vinhos: “Confraria Queirosiana” Vinho do Porto; “Fraga d’Ouro, homenagem ao Marquês de Soveral” Douro tinto; e o espumante “Eça”, estando prevista para breve a comercialização de novos produtos.
Finalmente, a Confraria tem procurado manter a ligação entre os ecianos de todo o mundo, estando neste momento a trabalhar na proposta de criação de um secretariado permanente que abranja, pelo menos, as seguintes instituições: Fundação Eça de Queirós (Baião); Grémio Literário (Lisboa); Circulo Eça de Queirós (Lisboa); Sociedade Eça de Queiroz do Recife (Brasil) tentando manter uma permanente ligação com estas e outras entidades que perseguem os mesmos fins num sentido de convergência institucional.
Pelo facto de a Gastronomia e a Enologia serem “temas obsidiantes” na obra de Eça de Queirós, está filiada na Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, tendo realizado não só alguns eventos gastronómicos tertulianos, mas também estado presente nos de outras confrarias, sempre que possível, e quando tal é entendido como uma contribuição para o prestígio dessa parte fundamental do Património Cultural Português cuja primeira lei, que por um descuido inaceitável esqueceu as investigações arqueológica e histórica sobre a matéria, fará dez anos em 2010. Está pois na hora de a reformular.
Por todos estes motivos mantém um bom relacionamento com instituições como a Associação dos Amigos de Pereiros, a Associação Cultural Amigos de Gaia, as Câmaras Municipais de Vila Nova de Gaia, (com quem celebrou um protocolo de colaboração no passado dia 4 de Abril) e a de S. João da Pesqueira, o Instituto Português de Sinologia, a Federação dos Amigos de Museus de Portugal (onde está filiada) e aquelas outras que já referimos.
Não tendo no presente ano recebido qualquer subsídio ou apoio monetário às suas iniciativas por parte de qualquer entidade pública ou privada, salvo as já referidas como apoiantes da Revista de Portugal, a direcção, cujo mandato agora termina, tem feito uma gestão equilibrada de acordo com as receitas e os objectivos traçados, pelo que a associação não tem dívidas, e recorre sempre a uma prévia e rigorosa orçamentação antes de concretizar qualquer tarefa do seu programa, tendo em ordem as suas contribuições fiscais e sociais.
Há porém um outro capital que não é contabilizado, o trabalho não remunerado dos investigadores que mandam artigos para a revista e os apresentam em congressos, dos professores dos seus cursos que recebem um agradecimento simbólico, dos amigos e confrades que procuram Eça pelos quatro cantos da rosa-dos-ventos, pelos membros da direcção que dão muitas horas do seu tempo à Confraria.
Mas também não poderá existir de outra maneira uma associação de Amigos e de Confrades que tenha como patrono Eça de Queirós.

J. A. Gonçalves Guimarães
Mesário-mor

ISABEL PIRES DE LIMA NO BRASIL

No passado dia 25 de Novembro, dia natalício do nosso Patrono, a Sociedade Eça de Queirós do Recife realizou o seu jantar eciano anual o qual contou com a professora doutora Isabel Pires de Lima, que aí foi feita Sócia Honorária da instituição, tendo igualmente sido recebida como nova sócia a antropóloga Ciema Silva Mello.

POEMAS NOVOS DE FERNANDO MORAIS

No passado dia 22 de Novembro, no Púcaros Bar na cidade do Porto, João Arezes apresentou o novo livro de poemas de Fernando Morais, Canções para o Anthero, o qual apresenta uma sugestiva capa bem de acordo com as reflexões estéticas referidas num texto de Diogo de Macedo que serve de prefácio ao catálogo do Salon d’Automne 2009.

PARQUE BIOLÓGICO DE GAIA E TIMOR

O Parque Biológico de Gaia e o Ministério da Economia e Desenvolvimento de Timor-Leste assinaram um protocolo de cooperação no passado dia 10 de Dezembro em Vila Nova de Gaia, cujo objectivo é a elaboração das bases legislativas da política ambiental daquele estado asiático, o levantamento do seu Património Natural e a cooperação nas áreas de formação e divulgação dos valores da Natureza e da necessidade da sua preservação.

O MISTÉRIO DA ESTRADA

Realizado por Jorge Paixão da Costa e com os actores Ivo Canelas, António Pedro Cerdeira, Bruna Di Tullio e ainda Nicolau Breyner, Rogério Samora e Gisele Itié, passou no pequeno ecran da RTP1 O Mistério da Estrada de Sintra de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, cuja publicação se iniciou no Diário de Notícias de 24 de Julho de 1870. Mais uma co-produção brasileira e portuguesa a mostrar o encanto permanente das criações ecianas, desta vez com o confrade Ramalho.
Esperemos que esta produção venha também fazer com que o roteiro queirosiano de Sintra deixe de estar encerrado aos sábados, domingos e feriados, com certeza um dos mistérios que ainda estão por resolver.

CLUBE DE DANÇAS DE SALÃO

A partir do próximo mês de Fevereiro o curso de Danças de Salão da Confraria vai passar a designar-se Clube de Danças Queirosiano e assumir a nova modalidade em que os/as inscritos/as podem levar para o ensaio o par que entenderem sem que o mesmo tenha de estar previamente inscrito, dando assim continuidade ao trabalho já iniciado com a Global Dance. É que os/as inscritos/as, tal como Eça de Queirós escreveu em As Farpas, acham que a dança é «… higiénica, moral, depurativa, educadora e positiva».

TOMAR OU NÃO CAFÉ COM…

Tempo natalício, propício à hipocrisia social e às mensagens douradas pouco concretas, o director da página desta vez não quer ir tomar café com:
Barack Obama – milhões de mortos, estropiados, refugiados e espoliados sabem muito bem o que significa o bla-bla das “guerras justas”. O Prémio Nobel da Paz, desta vez, nem dignificou quem o concedeu nem quem o recebeu. É o problema dos prémios “à priori” e dos prémios encomendados e comprados. Só iludem os tolos; Ricardo Rodrigues – deputado português muito bem relacionado.
Mas gostaria de o fazer com:
Aminatu Haidar – mulher saraui que apenas deseja que o seu povo viva livre e feliz no seu território; Lula da Silva – um presidente da República que fala claro para os cidadãos do Brasil e do Mundo.

Eça & Outras, IIIª. Série, n.º 16 – Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009
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coordenação da página:J. A. Gonçalves Guimarães (TE-638);
redacção: Fátima Teixeira; colaboração: Dagoberto Carvalho J.or;
inserção: Amélia Cabral.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Eça & Outras Novembro


HOUVE FESTA QUEIROSIANA

No passado dia 21 de Novembro, no Solar Condes de Resende, realizou-se o VII Capítulo anual da Confraria Queirosiana. Pelas 18.15h ao som do Ensemble de Saxofones do Conservatório de Gaia, entraram no Salão Nobre os confrades trajados, desta e de outras confrarias, nomeadamente da Atlântica do Chá, Chanfana, Madeirense das Carnes e Fogaça da Feira, tendo estado ainda presente a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, que integrou a mesa do capítulo, formada por César Oliveira, presidente da Assembleia Municipal de Gaia; Mário Dorminsky, vereador da Cultura e representante no acto de Luís Filipe Menezes; Nelson Cardoso, da administração da Gaianima e Carlos Sousa, presidente da direcção dos Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, todos confrades queirosianos. Os trabalhos foram pontuados por Gonçalves Guimarães, seu mesário-mor.

No início da sessão Carlos Sousa leu um resumo das actividades anuais, a que se seguiu a entronização dos novos confrades: Juiz Desembargador Dr. António Calheiros Lobo; contabilista Ilda Castro, empresário Narciso Lopes; arquitecto e encenador Norberto Barroca e o administrador Nelson Cardoso que foi distinguido com o grau de mecenas.
Procedeu-se em seguida ao lançamento do n.º 6 da Revista de Portugal apresentada pelo seu director Luís Manuel de Araújo, que neste número homenageia Charles Darwin, Rocha Peixoto e Fernando Peixoto.
Seguidamente foram assinados protocolos de cooperação com o jornal As Artes entre as Letras, representado pela sua directora Dr.ª Nassalete Miranda, e entre o Gabinete de História, Arqueologia e Património, a Gaianima e o Parque Biológico de Gaia, EEM, na ocasião representado pelo administrador Dr. Nuno Oliveira.
Após os discursos de encerramento, os confrades e os convidados foram colocar uma coroa de louros na estátua de Eça de Queirós existente no Jardim das Camélias, a que se seguiu o jantar com vários brindes com o espumante “Eça” da Confraria e, finalmente, o animado Baile das Camélias, em que participaram os professores e alunos do Curso de Danças de Salão do Solar Condes de Resende e muitos dos presentes.
Hoje, 25 de Novembro, dia de aniversário de Eça de Queirós, haverá um jantar queirosiano no Grémio Literário em Lisboa, onde estará presente uma delegação de confrades queirosianos.
REVISTA DE PORTUGAL

Fundada em 1889 por Eça de Queirós, com uma segunda série nos anos trinta pela mão de Vitorino Nemésio, a Confraria Queirosiana publica agora uma IIIª série, anual, dirigida pelo egiptólogo Luís Manuel de Araújo, da qual saíu agora o n.º 6, o mais queirosiano de todos. A capa vem dedicada a Eça de Queirós, Charles Darwin e Rocha Peixoto, cada um compondo as faces visíveis de um cubo que levita no meio das labaredas do alto forno do saber. Depois do habitual editorial, onde também se homenageia Fernando Peixoto falecido a 3 de Outubro de 2008 mas que deixou para publicar o primeiro artigo deste número, sobre os «Começos do teatro no Brasil…»; segue-se um exaustívissimo artigo de Norberto Barroca sobre as adaptações de textos de Eça de Queirós ao teatro, à rádio, ao cinema, à televisão, registo de uma aula que autor deu no Solar Condes de Resende no Curso livre sobre “Eça de Queirós, sua vida, sua obra, sua época” que decorreu no Inverno de 2008/2009; José António Afonso aborda depois e de vez «A “questão educativa” na Revista de Portugal (1889-1892)…»; J. A. Gonçalves Guimarães andou à procura da história dos «Copados bosques de árvores pomposas…» na cidade do Porto; Anabela Mimoso, analisou o «Romance da Raposa…» republicana de Aquilino Ribeiro; Henrique Guedes foi ver quem ganhou «As eleições de 1894…» em Vilar de Andorinho, e finalmente J. Rentes de Carvalho, com relutância por mexer num assunto que preferia esquecer, mas em nome da sua honra e da verdade, vem a público, numa recensão sobre a Correspondência de dois pés de barro da Cultura Portuguesa contemporânea, com o desgosto intelectual que teve por um dia ter admirado José António Saraiva e com tal desiderato ter de o levar a tribunal para se defender de uma acusação falsa e velhaca com que o mesmo o mimoseou, cuspindo na mão que generosamente lhe tinha sido estendida.
A revista publica ainda uma bibliografia dos sócios e confrades referente a 2008, e as actividades realizadas durante o mesmo período.
Este número, que teve o patrocínio do Parque Biológico de Gaia e da Coral Seguros, segue agora para cerca de 150 instituições universitárias na Europa, Brasil e Cabo Verde através da permuta do Solar Condes de Resende.

O REALISMO DE CADA UM

Pela incansável pena de Dagoberto Carvalho J.or, presidente da Sociedade Eça de Queiroz do Recife, acaba de sair, com prefácio de A. Campos Matos, Eça de Queiroz e Machado de Assis. O Realismo de cada um, pela Editorial Tormes. Este novo livro reúne conferências, discursos, prefácios e artigos em volta do centenário do escritor brasileiro (1908-2008), alguns deles publicados no Diário de Pernambuco, que abordam temas e personalidades, para além daqueles dois maiores, como Euclides da Cunha, Gilberto Freyre, Paulo Cavalcanti, Moacyr Britto, Fittipaldi, Beatriz Berrini, António Eça de Queiroz, Conceição Nogueira, e tantos outros, incluindo no painel (suprema gentileza) “os Guimarães de Canelas”, pai e filha, mas também Oeiras, Recife, Lisboa, Póvoa, Vila do Conde, Pernambuco, Porto de Galinhas e Vila Nova de Gaia sendo alguns dos capítulos da obra, e também a contracapa, dedicados ao Solar Condes de Resende, onde o autor foi entronizado como grão-louvado na Confraria a 13 de Outubro de 2008.
Um roteiro de erudição, onde a devoção pelos patronos da obra se entrecruza, diríamos que naturalmente, com a presença queirosiana dispersa por diversos altares deste roteiro luso-franco-brasileiro de 2008/2009.

PROTESTANTISMO E EDUCAÇÃO


O Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho acaba de editar Protestantismo e Educação. História de um projecto pedagógico alternativo em Portugal na transição do séc. XIX, tese de doutoramento do Prof. Doutor José António Martim Moreno Afonso, historiador e pedagogo, professor daquela Universidade e membro dos corpos gerentes dos Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana.
O lançamento está previsto para 16 de Janeiro na Igreja do Torne, Vila Nova de Gaia.
Uma visão insuspeitada das influências no Portugal Contemporâneo que infelizmente ficaram minoritárias. O autor foi aluno da Escola do Torne e da sua humanística e tolerante visão da sociedade portuguesa.

NAS BOCAS DO MUNDO

O escritor J. Rentes de Carvalho anda, finalmente, nas bocas do mundo. No passado dia 21 de Novembro faltou ao lançamento da Revista de Portugal n.º 6, que publica uma importante recensão sua, para estar nas Conversas do Museu da Vila Velha, em Vila Real, onde foi apresentado e intelectualmente despido por Helena Gil. Nos próximos tempos vão vê-lo, ouvi-lo e lê-lo na Antena 1, Antena 2, Renascença, RTP, TSF, Jornal de Letras, Pública, Notícias Magazine e As Artes entre as Letras. Como nos disse o próprio, «a questão é se o esqueleto aguenta», ao que respondemos que «este país ainda tem uma pequena hipótese de redenção» se parar para o escutar com atenção e propósito de emenda.


O AMANHÃ PERFEITO

Hoje, dia 25 de Novembro, pelas 21,30 horas, no Palacete dos Viscondes de Balsemão no Porto é lançado um novo livro de ficção de Beatriz Pacheco Pereira, o qual será apresentado pelo Dr. Manuel Cabral e é uma edição da editora Calendário.
A autora prossegue assim uma pessoalíssima incursão nos universos femininos que caracterizam um percurso coerente balizado numa dezena de obras já publicadas.

RECTIFICAÇÃO

O livro do nosso confrade Ricardo Charters de Azevedo intitulado As destruições provocadas pelas invasões francesas em Leiria, foi editado pelo Cepae e Folheto Edições e não pela editora anteriormente indicada.

TOMAR CAFÉ

Apetecia-me ir tomar café à Pastelaria Eça de Queirós no Porto com as seguintes personalidades:
Claude Levi-Strauss, o pai natal do nosso quotidiano verdadeiro; Guerra Junqueiro, um poeta a sério que até se pode cantar; Jorge Moreira da Silva, engenheiro preocupado com o clima; Mónica Bettencourt Dias, directora de um laboratório onde se acaricia o futuro; Randa Nabulsi, palestiniana que deseja que o seu país viva em paz e feliz.
Não quero ir tomar café, nem chá, nem nada com: Abdool Vakil, mais um banqueiro que andou a brincar com o dinheiro dos outros; Albertino Figueiredo, inventor do negócio dos selos postais sem franquia; Fernanda Cancio, por fazer de conta que não se sabe o que toda a gente sabe mas que ela quereria que toda a gente fizesse de conta que não sabe; Jorge Fragoso, editor e distribuidor de incumprimentos; Rodovan Karadzic, homem de guerra que não deu tempo nenhum às suas vítimas.


Eça & Outras, IIIª. Série, n.º 15 – Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
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redacção: Fátima Teixeira;
inserção: Amélia Cabral.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eça & Outras Outubro

Domingo, 25 de Outubro de 2009

PROTEJA-SE DAS GRIPES
O nosso contributo…

- Sempre que puder lave as mãos (e o resto do corpo) com sabão, sabãozinho normal, sabão “macaco” ou outro, mas lave-as.
- Se andou nas campanhas eleitorais a cumprimentar toda a gente não pense que isso possa ser considerado doença profissional. Lave as mãos sempre que puder, antes e depois das eleições; se foi ou não eleito, mantenha as mãos limpas.
- Se acha que o sabão não é fino, nem cool, nem in, nem outra idiotice qualquer, há no mercado bons sabonetes portugueses que até se vendem nos States, em NY na 5.ª Avenue. Não use aqueles gels importados que enriquecem as multinacionais estrangeiras e sobrecarregam estupidamente o deficit, por causa das nossas manias de usar tudo aquilo que nos impingem sem pensar. Depois queixemo-nos.
- Não tussa, nem espirre, nem perdigote para cima dos outros. Por mais íntimos que sejam mantenha uma saudável distância. O deus Apolo também teria mau hálito. Outros deuses, que não posso mencionar aqui por falta do divino sentido de humor dos seus crentes, desde que incarnados, idem, idem, aspas. Humanos defeitos, já se vê, embora haja muitas referências ao «cheiro a santidade» ao longo dos tempos, presumo que isento de microcomponentes de enxofre e metano.
- Se está numa noite romântica, antes de beijar a senhora ou vice versa (ou não vice nem versa, isso é consigo) desinfecte a cavidade bocal e a orofaringe (repare neste léxico profissional!) com uma solução alcoólica adequada à frequência, à geografia e à intensidade dos beijos. Recomendamos os três vinhos da Confraria Queirosiana, qualquer deles adequado aos cuidados acima enunciados.
- Coma, beba, durma, divirta-se, e vai ver que só por muito azar é que vai ter gripe. Se tal for o caso, ou tem a gripe analfabeta (a que não tem letra) à qual também chamam sazonal, mas melhor fora sezonal, por provocar sezões, estados febris com arrepios, a pedir aqueles produtos que não se vendem nas farmácias nem são comparticipados ao consumidor final (você): cama, bife e vinho; ou a A gripe letrada, fina, a dar dores de cabeça a governos e ministros, mesmo quando ainda não a apanharam. Você terá tempo para apanhar as gripes B, C, D, etc nos próximos anos. Já se esqueceu da gripe das aves? Pois há-de vir aí a dos moluscos, a dos insectos, a dos peixes etc. Grave, grave, será a gripe Z lá para o ano 2053, se você ainda for vivo. Entretanto, se puder, vacine-se. É mais uma picadela, entre as muitas que já levou e há-de levar.
- Agora a sério: sabe qual é a próxima pandemia com que a industria farmacêutica o vai aterrorizar? A gripe informática. Eles também hão-de inventar medicamentos para as doenças provocadas pelos computadores. Use pois o seu com muito cuidado que, para os vírus informáticos, ainda não há vacina que lhe valha. Quando você compra uma, já o vírus é outro. Afinal como com a gripe sazonal, das aves, A, ou outra qualquer. A indústria farmacêutica e a indústria informática (as únicas que vendem anti-vírus, além de outras mesinhas), dizia eu, unidas, jamais serão vencidas. O Estado paga, ainda que tarde, é dinheiro em caixa. Nem uma nem outra indústria querem falar de eliminar os vírus, matá-los de vez, ou ao menos torná-los inofensivos, pois lá se ía o seu negócio de biliões de euros. Saúde sua e do seu computador? Isso é que era bom! Eles ganham dinheiro é com a doença. E ainda há quem lhes dê medalhas!
- Não pegue a gripe informática ou qualquer outra aos amigos e inimigos. Anule imediatamente toda a porcaria que for ter ao seu computador. Seleccione cuidadosamente as suas companhias. Diga-me com quem emaila ou quem beija e dir-lhe-ei quem é!
Não pegue as gripes aos outros. Se já as tem, guarde-as para si. As melhoras sim!

J. A. Gonçalves Guimarães

ERNESTINA, NOVA EDIÇÃO

A editora Quetzal acaba de lançar no mercado uma nova edição de Ernestina de J. Rentes de Carvalho, o mais belo romance sobre o centro histórico de Gaia e a cidade do Porto vista “do outro lado”, mas também sobre a linha do Douro até ao Pocinho e Trás-os-Montes nas vésperas da II.ª Grande Guerra.
Um relato na primeira pessoa sobre a vida à beira-rio, por entre as ruas e ruelas dos armazéns de Vinho do Porto, e os sonhos de uma criança que passou a infância “a ver navios” ampliados por uns binóculos onde as bandeiras de países distantes lhe acenavam, dizendo-lhe que havia mais mundo para além da barra.
Um livro que se lê de um fôlego, mas que se relê uma, duas e muitas vezes a descobrir encantos que uma só leitura não descobre. Um livro que já não se empresta porque aí está ele à venda e vai para a estante na prateleira das obras primas. E esta é sobre os meninos que foram à descoberta do mundo e se tornaram homens que com ele aprenderam alguma coisa para partilhar com os outros. É assim a escrita de J. Rentes de Carvalho.

CAPÍTULO QUEIROSIANO

No próximo dia 21 de Novembro, no Solar Condes de Resende terá lugar o VIIº Capítulo anual da Confraria Queirosiana. Do programa, para além da homenagem a Eça de Queirós na sua estátua da autoria de Helder de Carvalho colocada no Jardim das Camélias, consta a insigniação de novos confrades de honra e de número, a assinatura de protocolos de colaboração com o Parque Biológico de Gaia e o jornal As Artes entre as Letras, e o lançamento do n.º 6 da Revista de Portugal nova série, a que se seguirão o habitual jantar e o tradicional Baile das Camélias.

LEIRIA E AS INVASÕES FRANCESAS

Ricardo Charters d’Azevedo acaba de publicar um novo livro intitulado As destruições provocadas pelas Invasões Francesas em Leiria, editado pela Textiverso, no qual apresenta o rosário de mortes, pilhagens e destruições perpetrados pelos exércitos napoleónicos na cidade do Lis.
Inserido na evocação dos 200 anos que um pouco por todo o país têm sido lembrados, investigados, estudados e divulgados, este livro constitui assim um testemunho muito significativo para a nova bibliografia que sobre o assunto tem vindo a ser produzida.

ESTARREJA E MURTOSA EM 1758

No passado dia 8 de Outubro, foi lançado na Biblioteca Municipal de Estarreja um estudo do nosso confrade geógrafo Américo Oliveira, em co-autoria com o historiador Filomeno Silva, intitulado Estarreja e Murtosa nas Memórias Paroquiais de 1758.
A apresentação esteve a cargo do beneditino Frei Geraldo, Professor Jubilado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Os dois investigadores, partindo do inquérito aos párocos do tempo do Marquês de Pombal, analisam exaustivamente as condições geográficas, sociológicas e históricas da área da Ria de Aveiro abrangida por aqueles dois municípios, abordagem fundamental para se entender a sua dinâmica natural, e posterior evolução antrópica, a qual deverá ser tida em conta no seu planeamento actual.

ROMARIA EM GONDOMAR

Francisco Barbosa da Costa, acaba de publicar um livro intitulado Romaria de Nossa Senhora do Rosário em São Cosme de Gondomar, na esteira dos trabalhos monográficos que vem produzindo sobre diversas manifestações regionais da religiosidade popular.

EÇA & OUTRAS NO ARTES

Esta página Eça & Outras tem vindo a ser parcialmente publicada e adaptada nas páginas do jornal As Artes entre as Letras, quinzenário publicado no Porto e que sai às quartas-feiras, dirigido por Nassalete Miranda.
No sentido de consolidar essa colaboração, entre a Confraria Queirosiana e a Singular Plural, proprietária do referido jornal, deverá ser assinado um protocolo de colaboração no Solar Condes de Resende, no capítulo da Confraria do próximo dia 21 de Novembro.

CAFÉ SIM OU NÃO E COM QUEM
Os nossos leitores continuam a escolher as suas companhias para ir tomar café e a recusar outras. Estão no seu direito.
O redactor da página continua a identificar os nomes propostos, para não haver equívocos, embora ele não seja de fiar: para além de ser do signo ocidental do Caranguejo ( os que andam de lado) e do oriental do Coelho (os que julgam as coisas demasiado rápido), tendo sido chamado a pronunciar-se sobre o último livro de Saramago recusou porque a RTG (Rádio Televisão de Gaia) não lhe queria pagar cachet. Não é pessoa de fiar pois só olha pelos seus interesses.
Não quero ir tomar café com:
Afonso Abrantes, presidente da Câmara de Mortágua que não tem sentido de humor; Didier Lombard, n.º 1 da France Telecom; Faroak Hosny, ministro da cultura do Egipto que gostaria de queimar livros dos seus inimigos; Fernando Lima, jornalista-assessor-inventor; Louis-Pierre Wenes, n.º2 da France Telecom; Silvio Berlusconi, político pouco exemplar, ídolo dos cidadãos que o elegeram (Hitler também foi eleito, lembram-se?).
Sim, gostaria de ir tomar café com:
José Saramago, escritor que anda à procura de um deus universal dentro da sua cabeça; Khalid Gueddar, caricaturista perseguido pelo governo marroquino; Malalai Joya, afeganistão que deseja que o seu país seja livre e feliz; Mehran Tamadon, iraniano que deseja que o seu país seja livre e feliz; Uderzo, pai gráfico de Asterix, que pode trazer consigo Goscinny, o pai literário.


Eça & Outras, IIIª. Série, n.º 14 – Domingo, 25 de Outubro de 2009
Cte. n.º 506285685 ;
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J. A. Gonçalves Guimarães (TE-638);
redacção: Fátima Teixeira;
inserção: Amélia Cabral.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Eça & Outras Setembro

A INTERNET MULTIPLICA A PULHICE

Recentemente a Confraria Queirosiana viu-se na obrigação de anular o endereço electrónico queirosiana@hotmail.com devido ao facto de o mesmo estar a servir de porta de entrada de mensagens pulhas disfarçadas sob a indicação de Eça de Queirós ou Queirosiana, ou Confraria Queirosiana, iludindo assim os destinatários, que seriam levados a pensar que se trataria de informação fidedigna da confraria, mas sendo na prática mensagens piratas que escondiam vírus informáticos.
Ninguém poderá dizer que a internet não é hoje um instrumento privilegiado de comunicação. Mas o que mais dói a quem a usa para trabalhar e para comunicar com os outros é a insensatez e a ligeireza de pensamento dos que a usam para brincar, passar tempo, ou mesmo prejudicar terceiros, pensando ou fazendo crer que o seu uso indevido é «normal», que «tem de ser assim» ou que «não há volta a dar-lhe». São os cibercrentes. Ora tal não é, nem pode ser, verdade, sob risco da espécie humana abdicar de algumas das suas prerrogativas, nomeadamente o sentido ético das coisas e a superioridade moral dos valores culturais. Suponho que, com alguma paciência, se poderão ensinar macacos a usarem o Magalhães para pedirem amendoins. Mas isso não tem nada a ver com inteligência, cultura, ou moral.
Tanto quanto sabemos da história da informática, teria sido possível desde o início prever que, tal como com outras ferramentas, a utilidade final da internet fosse subordinada aos seus objectivos e à maneira como é utilizada, ou seja, tornada útil. Um martelo pode ser usado para pregar pregos, mas também para assassinar. E depois, como noutras coisas, na utilização das estradas electrónicas as regras e as leis andam sempre a reboque da realidade, e a punição dos prevaricadores, além de ser morosa e difícil, tem chegado muito tarde ou nunca.
O que interessou ao senhor Bill Gates e continuadores foi a ganhuça, a tecnologia “pura”, aquelas mesmas razões dos pulhas da bomba atómica: «fui eu quem a fiz (e por isso sou um grande engenheiro ou cientista), mas não fui eu quem a deitei em Hiroshima (isso foram os pulhas dos políticos e os militares). Sabe-se onde levou este raciocínio: por um lado as bombas atómicas «boas» (Estados Unidos, Israel, África do Sul, Inglaterra, França, etc); por outro as bombas atómicas «más» (Rússia, Irão, India, China, etc.). O problema é que será difícil saber a opinião de quem, ou já levou com elas (por enquanto só com as «boas») ou de quem com elas vai levar um dia destes sem contar («boas» ou «más»).
Numa escala mais caseira divulga-se o mesmo raciocínio para a utilização da internet: os inventores e os administradores de sistemas informáticos são uns “técnicos”; a culpa da pulhice do sistema é dos “outros”. Ora os mecanismos electrónicos são vendidos sem quaisquer condicionalismos de controlo de qualidade e, ao democratizarem a informação, divulgam também tudo quanto é lixo cultural, estimulam o anonimato, o roubo de direitos autorais, a preguiça intelectual que aceita tudo o que dali sai sem qualquer crítica, o desmazelo intelectual de quem ali coloca textos sem revisão prévia dos mesmos. Os mais tecnocratas dirão que uma coisa são os sítios, outra os endereços electrónicos: mas para o consumidor final é tudo na mesma maquineta e é esta que condiciona as suas diversas utilizações. E sendo nela difícil separar o trigo do joio, estando constantemente através das suas mensagens a entrar palha onde dificilmente se apanha algum grão, compete ao utilizador defender-se de todos os assaltos dos néscios, pulhas e piratas informáticos. Os hackers e crakers não são teenagers com muita queda para a informática que ainda não tiveram a sua oportunidade: são criminosos que assaltam propriedade alheia e lhe roubam, se maior não for o prejuízo, tempo e conteúdos. Ou estão ao serviço de vendedores de maquinetas, programas, ou sistemas que o cidadão se vê compelido a comprar, sob risco de não poder rentabilizar o aparelho que já tem. Porque isto de computadores são “cafeteiras” que dão para fazer café durante muito pouco tempo; mal o cidadão domina a maquineta já esta exige novos “filtros” ou o “café” não sai. E lá se volta a ter de comprar tudo de novo. Está pois o internauta nas mãos “deles” e “eles” não têm ética. E lá se vai a tal democratização do conhecimento que a internet prometia. Porque democratização sem valores é a generalização da barbárie.
Isto de ter um endereço electrónico afinal é como morar numa casa com caixa de correio postal: se se mora num prédio simpático com gente trabalhadora e capaz, com algum nível de vida e cultura suficientes para entender o mundo, não teremos grandes problemas com a vizinhança, pois terão discernimento para saberem o que querem receber e enviar pela internet. E sempre se pode ter um apartado.
Se, pelo contrário, se mora num bairro problemático, com gente que não tem que fazer, que vive deslumbrada com todos os concursos televisivos que oferecem um balde de plástico, que gosta de “aparecer no ecrã”, que passa a vida na conversa fiada, que vive acima das suas posses, que acredita em todos os aldrabões bem falantes que lhe batem à porta (que lhe entram pelo ecrã), então é certo e sabido que quem não é assim mas tem de os aturar ou de neles tropeçar, vai ter problemas com a vizinhança e com os seus contactos.
Foi o que aconteceu ao endereço electrónico da confraria: como o mesmo já estava transformado em «albergue espanhol» onde entrava gente, endereços e conteúdos que não tinham nada a ver com a instituição, começaram os problemas, e não houve outro remédio senão mandar vir o bulldozer e demolir o “domicílio”.
A internet é, com certeza, fruto da inteligência humana. Mas, quando funciona sem obrigações éticas e culturais, transforma qualquer endereço num bairro periférico problemático.

J. A. Gonçalves Guimarães

NÚCLEO DOCUMENTAL J. RENTES DE CARVALHO

Os Amigos do Solar Condes de Resende- Confraria Queirosiana colocaram à disposição de todos os interessados um primeiro catálogo do espólio do escritor depositado e exposto no Solar Condes de Resende.
Entretanto a revista Notícias Magazine do passado dia 30 de Agosto publicou um artigo de Sara Adamopoulos intitulado «Rentes de Carvalho com os holandeses» sobre a vida e obra deste escritor que em Portugal é apreciado como um Porto Vintage de 1930, mas que o próprio não se importa de dialogar com todos os seus leitores com o café da manhã, ou com o “fino” de fim de tarde, ou ainda, sempre à mão, no seu blogue Tempo Contado. “Vá lá” e leia.

SALON D’AUTOMNE

Amanhã, dia 26 de Setembro, sábado, abre ao público no Solar Condes de Resende o Salon d’Automne queirosiano 2009 com obras de arte executadas pelos sócios e confrades dos ASCR-CQ, profissionais e amadores, numa grande variedade de propósitos, estilos, temas e preços.
O catálogo deste ano abre com um prefácio de Mário Dorminsky, vereador do Pelouro da Cultura da Câmara de Gaia e confrade queirosiano e um texto antológico do grande escultor e crítico de Arte gaiense, Diogo de Macedo, intitulado «O que deve ser a Arte».
A mostra-venda estará aberta ao público até ao final de Outubro.

CURSOS DO SOLAR

Em colaboração com a Academia Eça de Queirós, estão abertas as inscrições para os cursos livres de Danças de Salão, Pintura e a 4.ª edição do curso sobre História de Gaia e do Grande Porto, desta vez dedicado a Biografias de Homens e Mulheres que marcaram as diversas épocas na região.
Todos estes cursos são ministrados por professores devidamente habilitados e com curriculum universitário no caso do Curso de História.

PARQUE BOTÂNICO DO CASTELO

No passado dia 13 de Setembro foi inaugurado o Parque Botânico do Castelo/Sítio Arqueológico na freguesia de Crestuma, Vila Nova de Gaia, pelo Dr. Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e o Dr. Nuno Oliveira, presidente do conselho de administração do Parque Biológico de Gaia, EEM, ambos confrades queirosianos.
Para além de muito público e candidatos autárquicos, presentes também outros confrades, alguns dos quais arqueólogos do Gabinete de História, Arqueologia e Património, o grupo de trabalho profissional que vai realizar escavações no local no próximo ano no Verão.


Confrades queirosianos na Pesqueira

CONFRARIA QUEIROSIANA NA PESQUEIRA E EM POIARES

No passado dia 29 de Agosto uma delegação da Confraria Queirosiana deslocou-se a São João da Pesqueira de comboio para o Grande Capítulo da Confraria O Rabelo, o qual decorreu no auditório municipal, tendo o almoço sido servido na Cooperativa Agrícola local.
Presidiu à mesa o Eng.º António José Lima Costa, presidente da edilidade, tendo dirigido a cerimónia Alberto Silva Fernandes, ambos membros dos corpos gerentes daquela Confraria e confrades de honra da Queirosiana.
No passado dia 13 de Setembro uma delegação da direcção da Confraria Queirosiana participou também no VIIIº Grande Capítulo da Confraria da Chanfana que se realizou em Vila Nova de Poiares.

TOMAR CAFÉ, OU CHÁ… OU NÃO

Continua o passatempo de querer ir tomar café, ou chá, com personalidades públicas, ou não, nem públicas, nem café, nem chá, nem nada.
Pode ser um amuo momentâneo ou uma opção para toda a vida. Cada um é que sabe.
Os nomes são propostos ao redactor de serviço; a identificação dos personagens é da sua inteira responsabilidade.
Até breve, em Setembro, 25.

Não quero ir tomar café com:

Alberto João Jardim, político regional que gosta de insultar jornalistas; Avelino Ferreira Torres, definitivamente ex-autarca do Marco de Canaveses e, supomos, de qualquer outra autarquia; Bernard Madoff, banqueiro de referência dos neo-liberais actualmente preso e que deve ser libertado em 2159; Michael Jackson, cantor e bailarino estadunidense que não gostava de si próprio; Netanyahu, político israelita que não respeita o direito internacional.

Gostaria de tomar café com:

Aníbal Cavaco Silva, presidente da República Portuguesa que percebeu que a lei das uniões de facto era mais um negócio de advogados contra as liberdades individuais; Gonçalo Amaral, escritor a quem o poder judicial quer proibir um livro sobre um assunto que esse mesmo poder não conseguiu tirar a limpo em tempo útil; Jorge Sampaio, autor de um interessante manual de política para jovens; Lubna al-Hussein, senhora ex-jornalista do Sudão que teima em usar calças; Muntadar al–Zaidi, jornalista iraquiano com pouca pontaria quando atira sapatos; Roberto Saviano, escritor perseguido pela Camorra; Shirin Ebadi, juíza iraniana, Prémio Nobel da Paz.


Eça & Outras, IIIª. Série, n.º 13 – Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Cte. n.º 506285685 ;

NIB: 001800005536505900154
IBAN:PT50001800005536505900154;
Email :queirosiana@gmail.com; confrariaqueirosiana.blospot.com; eca-e-outras.blogspot.com;
Coordenação da página: J. A. Gonçalves Guimarães (TE-638);
redacção: Fátima Teixeira;
inserção: Amélia Cabral.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Eça & Outras Agosto

SALON D’AUTOMNE 2009

No próximo dia 26 de Setembro, sábado, pelas 17 horas abrirá ao público o IV Salon d’Automne queirosiano, no Solar Condes de Resende, iniciativa da Confraria Queirosiana que este ano conta com a participação de Alexandre Rufo, Amélia Traça, António Rua, Cerâmica do Douro, Ilda Gomes, Luísa Prior, Rosalina Pinto, Rosário Sousa, Rui Soares, Simões Duarte e Valença Cabral, sócios dos Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, entre os quais Ariosto Madureira, professor do “Curso de Pintura e outras Expressões Plásticas” do Solar e alguns dos seus alunos.
A mostra e venda das obras estará patente até ao fim do mês de Outubro.


Dagoberto Carvalho Júnior
FLIPORTO 2009

Em Novembro próximo, dias 5 a 8, decorrerá em Porto de Galinhas município de Ipojuca, Pernambuco, Brasil, a quinta edição da Festa Literária Internacional sob o tema “Literatura Iberoamericana: Interdependências e contemporaneidades”, sobre a qual se pode ver novidades em www.fliporto.net.
Como antecipação a este evento, no passado dia 25 de Julho o médico e escritor Dagoberto Carvalho Júnior, presidente da Sociedade Eça de Queiroz do Recife e grão-louvado da Confraria Queirosiana, proferiu uma palestra sobre “A Boa Mesa de Eça de Queiroz” no Restaurante Capitania do Sabor naquela famosa praia, a que se seguiu uma refeição tipicamente portuguesa, constituída por “Bacalhau à Eça de Queiroz”, vinhos portugueses e pasteis de Belém, preparada pelo chefe Claudemir, do Wiella Bistrô do Recife.
Por fim, actuou a fadista Margot Cavalcanti que interpretou música também portuguesa. A organização teve o patrocínio da Editora FliPORTO e do Instituto Maximiano Campos.
Entretanto aquele autor vai lançar neste evento a sua mais recente produção de análise e crítica literárias, intitulada Eça de Queiroz e Machado de Assis: o Realismo de cada um, a qual inclui conferências, discursos, prefácios e artigos, alguns apresentados em Portugal quando aqui esteve a propósito do centenário do célebre escritor brasileiro que ocorreu em 2008 (e a que o nosso país, tão justamente quão timidamente se associou) e outros publicados no Diário de Pernambuco. O livro será também apresentado no Festival de Cultura de Oeiras do Piauí (Brasil).

FORUM DE AVINTES

No próximo ano de 2010 decorrerá o centenário da implementação do regime republicano em Portugal, com comemorações oficiais que terão pelo menos o mérito de propiciarem a oportunidade a cada cidadão de se debruçar sobre a História local, nacional e mundial e os seus reflexos na mudança do regime político no nosso país ao longo da 1.ª República (1910 – 1926); Estado Novo (1926 – 1974) e 3.ª República: 100 anos, 3 Repúblicas.
No Forum de Avintes, cuja edição decorre nos próximos dias 11 e 12 de Setembro naquela freguesia gaiense, entre vários outros oradores, falará J. A. Gonçalves Guimarães, historiador e director do Gabinete de História, Arqueologia e Património sobre “Os vereadores avintenses da Câmara de Gaia durante a 1.ª Republica”.

Cerâmica arqueológica de S. Salvador do Mundo
ESCAVAÇÕES EM S. SALVADOR DO MUNDO

Entre 18 e 31 de Julho decorreu a terceira fase da intervenção arqueológica que o Gabinete de História, Arqueologia e Património está a realizar em S. Salvador do Mundo, S. João da Pesqueira, dirigida pelo arqueólogo J. A. Gonçalves Guimarães. Na presente campanha ficou completo o estudo da área de implantação de uma grande galeria porticada da Época Moderna, cujo entulhamento continuou a evidenciar a ocupação deste local desde a Pré-história recente. Foram ainda prospectados outros locais com vestígios arqueológicos que recomendam a continuação dos trabalhos, o que aquele grupo profissional vai propor para o Verão do próximo ano.
Como habitualmente, a equipa ficou alojada na aldeia de Pereiros, por protocolo entre a Confraria Queirosiana e a Associação dos Amigos de Pereiros.

VIAGEM AO EGIPTO E ISRAEL

Conforme já noticiamos continuam abertas as inscrições para a programada visita ao Egipto e a Israel, organizada pela Confraria Queirosiana com a colaboração de diversas outras entidades, para comemorar os 140 anos da viagem de Eça de Queirós e do Conde de Resende aquando da abertura do Canal de Suez.
Porém, ao contrário do que aqui divulgamos na página de 25 de Junho, a viagem está efectivamente a ser organizada pela agência Abreu e não pela agencia então indicada, pelo que as inscrições deverão ser feitas para aquela agência e não para qualquer outra.
A viagem terá início a 26 de Dezembro em Lisboa, a passagem de ano será em Jerusalém e o regresso a Lisboa a 3 de Janeiro.

Amélia Traça

QUEIROSIANA GALARDOADA

No passado dia do Município de Vila Nova de Gaia foi galardoada com a Medalha de Mérito Cívico pelo presidente da Câmara, a autarca Amélia Traça, que faz parte da Junta de Freguesia de Mafamude e dos corpos gerentes dos Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, sendo ainda pintora amadora de reconhecido mérito.


FEIRA DE GASTRONOMIA DE VILA DO CONDE

A convite da Câmara Municipal, no passado dia 21 de Agosto a Confraria Queirosiana esteve presente na abertura da Feira de Gastronomia de Vila do Conde, mostra variadíssima do muito e bom que há para comer e beber neste país. Os confrades queirosianos presentes não resistiram a, antes do jantar, provarem os saborosos rojões de redenho e outros mimos colesterólicos num afamado restaurante da região. Ao jantar, confeccionado com gosto e saber, estiveram presentes os membros da direcção de diversas confrarias e vereadores da câmara local.

TOMAR CAFÉ, OU CHÁ

Isto de pôr o público a falar tem que se lhe diga pois ele, o público, tem exigências que são de respeitar. Assim, fomos intimados a pôr à frente de cada nome quem é o cidadão e o que faz (ou que se supõe que faça ou não faça), pois de outro modo poderá haver confusões, mesmo neste gesto tão simples de querer ir (ou não) tomar café com alguém. Para além de haver muitos cidadãos em todo o mundo com o mesmo nome, é certo que nem todos são iguais.

Não quero ir tomar café com:

Isaltino Morais; Fátima Felgueiras; Hugo Chavez

Gostaria de tomar café com:

Marques Mendes; Henrique Barreto Nunes; Zeca Afonso; Dalila Rocha; Joe Olenton; Miguel Sousa, John Cleese; José Silva; Naide Gomes.

Até 25 de Setembro!

Eça & Outras, IIIª. Série, n.º 12 – Sábado, 25 de Junho de 2009
Cte. n.º 506285685
NIB: 001800005536505900154
IBAN: PT50001800005536505900154
Email :
queirosiana@gmail.com
confrariaqueirosiana.blospot.com
eca-e-outras.blogspot.com
Coordenação da página:
J. A. Gonçalves Guimarães (TE-638)
Redacção: Fátima Teixeira
Inserção: Amélia Cabral

Colaboradores desta edição:
J. A. Gonçalves Guimarães;
Fátima Teixeira;